O pavilhão multiusos é o equipamento que falta à cidade?
Sem dúvida! É um dos equipamentos imprescindíveis para o desenvolvimento da Figueira da Foz.
Durante muitos anos, o ciclo vicioso de “não haver hotéis por não haver turistas, não haver turistas por não haver hotéis”, foi a tónica dominante.
Ultrapassado o período áureo da Figueira da Foz, a partir de meados dos anos 60 e seguintes, o declínio deslizante foi-se acentuando, coincidindo também com o galopante crescimento do Algarve.
Hoje, com um Parque Hoteleiro e de Restauração de boa qualidade e dimensão, a Figueira da Foz atingiu uma taxa de ocupação acima de 60% no ano de 2025.
Contudo, a acentuada sazonalidade tem de ser combatida. Não obstante os esforços da Câmara Municipal e outras entidades, organizando eventos, assinalando datas emblemáticas e a ajuda do CAE, a taxa de ocupação hoteleira-turística da época baixa é manifestamente preocupante.
Daí a importância do Pavilhão Multiusos para o sector MICE (reuniões, incentivos, conferências e exposições). Este sector, na projeção da Organização Mundial do Turismo, valerá em 2035 cerca de 2,5 biliões de USD.
Pequenos e grandes congressos, eventos de entretenimento, desportivos, feiras, etc., tudo isto será possível com uma infraestrutura multiusos em articulação com o tecido económico e social do concelho e da região Centro.
Velha aspiração de múltiplas gerações de figueirenses, muitas vezes previsto até em contratos de concessão de jogo e sucessivamente adiado por vicissitudes várias, pode ser que desta vez se preencha esta grave lacuna do nosso desenvolvimento sustentável.

