Mortágua mantém posição desfavorável ao programa de zonas de aceleração de energias renováveis
Arquivo Pedro Filipe Ramos
“Comunicámos na altura e mantemos a nossa posição desfavorável. Mortágua é um dos concelhos que mais contribui para a produção de energia limpa”. Na reação à publicação, em Diário da República, das áreas que podem ser Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (ZAER), o presidente do Município de Mortágua, Ricardo Pardal, voltou a reiterar que a posição do município e dos mortaguenses é desfavorável à resolução do Conselho de Ministros.
A Barragem da Aguieira, o Parque Fotovoltaico do Cabeço Santo (biomassa florestal), o Parque Eólico do Alto do Monção ou a Central Termoelétrica de Mortágua são exemplos da aposta do concelho nas energias renováveis. “A nossa posição é precisamente a mesma. O programa define o potencial, sendo uma carta nacional”, esclareceu. Segundo a resolução do Conselho de Ministros n.º172-A/2026, de 25 de agosto, Mortágua é, a nível nacional, o município com maior área com aptidão para a produção de energia solar fotovoltaica (9201,65 hectares, 37,63% do território do concelho).
“A Câmara de Mortágua reconhece a importância estratégica da transição energética e dos objetivos de descarbonização. No entanto, considera que a aceleração da produção de energia renovável não pode ser feita à custa da desorganização territorial e de uma ocupação extensiva, e quanto nós abusiva, do solo rústico, sem avaliação rigorosa dos impactos locais”, reiterou Ricardo Pardal.
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