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Coimbra

 Coimbra vai começar a trabalhar num possível cenário de evacuação

31 de janeiro de 2026 às 10 h21
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Pedro Filipe Ramos

As autoridades em Coimbra vão começar a trabalhar na prevenção de um possível cenário de evacuação, face a descargas na barragem da Aguieira, disse à Lusa a presidente da Câmara Municipal.

Ana Abrunhosa afirmou que hoje haverá mais informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e com nível de chuva previsto “há probabilidade de haver descargas” na barragem de Aguieira, uma situação que terá de ser acompanhada e monitorizada para perceber se será preciso retirar pessoas e animais.

“Para estarmos preparados, vamos já trabalhar com os presidentes junta o cenário de avisar famílias, empresas, para, no caso da alerta, estarem preparados na próxima semana. Vamos trabalhar num plano de risco máximo de perceber se tivermos que evacuar IPSS, onde é que as pessoas vão ficar, se tivermos que evacuar as populações e vamos fazê-lo com a máxima cautela”, assinalou Ana Abrunhosa.

Sobre possíveis áreas que possam ser afetadas, a autarca disse que vai depender do cenário que for dado pela APA, sendo que a preocupação é Coimbra, mas também com Montemor-o-Velho e Soure.

“Neste momento, com toda a tranquilidade, vamos ter que imaginar que, para a semana, onde vamos ter muita chuva pode acontecer o pior cenário. Não sabemos aonde e, portanto, é acompanhar, monitorizar”, acrescentou, salientando que os bombeiros vão estar em permanência a vigiar toda a estrutura, para perceber se há ou não sinais.

Tendo em conta as previsões de chuva, Abrunhosa adiantou que foi ontem pedido ao ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, que esteve reunido com autarcas do território da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra e da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa, que o Governo mantenha o estado de calamidade para a próxima semana.

“Fizemos o pedido para manter o estado de calamidade, fizemos o pedido para eventualmente reforçarmos a região de meios caso o pior cenário se venha confirmar, e fizemos o pedido para rapidamente percebermos as linhas de apoio que temos”, avançou.

Ana Abrunhosa apelou para que a população não estacione veículos no Parque Verde, junto ao Rio Mondego, em garagens cuja cota esteja abaixo do nível do rio, devem também retirar as suas alfaias agrícolas e estar vigilantes.

Autoria de:

Agência Lusa

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