Cantanhede: Legado familiar mantém viva a paixão pelo bolo de Ançã
DB - Pedro Ramos
A paixão pelo bolo de Ançã vai passando de avós para netos e de mães para filhos. Se para alguns é um “amor em part-time”, para outros é uma forma de homenagear a família.
A 21.ª edição da Feira do Bolo de Ançã juntou oito boleiros da vila.
Aldina Rasteiro começou a fazer bolos desde os 13 anos. Coze bolos três vezes por semana, e além de vender de forma ambulante, vende em Coimbra, Cantanhede e Taveiro de forma fixa.
A nora, Inês Saraiva, ajuda na venda nas feiras mas confessa que apesar de já ter experimentado fazer bolos, não pretende assumir a responsabilidade do legado familiar.
“A minha sogra precisa sempre de alguém na banca para ajudar. Eu sinto mais do que a responsabilidade de aqui estar. Eu quero ajudar e gosto genuinamente disto porque acho que é uma tradição que se deve manter”, disse Inês Saraiva. “Não me vejo muito bem a fazer isto [confecionar os bolos] no futuro mas gosto muito de estar na parte da venda”, disse.
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