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Câmara de Coimbra quer comprar escritórios de edifício da Metro Mondego por 1,4ME

06 de novembro de 2026 às 16 h56
A proposta pretende autorizar a Câmara de Coimbra a prosseguir as diligências junto da Metro Mondego | Fotografia: DR

A Câmara de Coimbra quer avançar com uma manifestação de interesse na compra de escritórios do edifício-ponte da Metro Mondego, junto aos Paços do Concelho, por cerca de 1,4 milhões de euros.

Na reunião do executivo de segunda-feira, será analisada e votada uma proposta de intenção de aquisição de quatro frações do edifício-ponte, situado por cima da chamada via central, na Baixa de Coimbra, criada a pensar na passagem do troço do ‘metrobus’ (autocarro articulado em via dedicada).

Segundo o documento a que a agência Lusa teve acesso, a Câmara de Coimbra tem intenção de pagar 1,439 milhões de euros por três espaços de escritórios (situados no primeiro, segundo e terceiro andares) e um espaço comercial no rés-do-chão, pertencentes à Metro Mondego, que já manifestou vontade de alienar aqueles mesmos espaços.

A proposta pretende autorizar a Câmara de Coimbra a prosseguir as diligências junto da Metro Mondego, ”comunicando o interesse do município na aquisição das frações, sem que essa comunicação constitua uma decisão definitiva de aquisição ou de assunção da posição contratual da empreitada”, pode ler-se na proposta que será discutida.

Cada um dos três espaços de escritórios tem uma área privativa de 175 metros quadrados cada. Já o espaço de comércio no rés-do-chão tem uma área de 75 metros quadrados.

Na proposta, é entendido que a Metro Mondego deve, em data anterior à cessão da posição contratual da empreitada daquele edifício, regularizar os encargos, responsabilidades “e contingências anteriores, não podendo ser transmitidos ao município passivos não identificados ou não considerados na análise de sensibilidade”.

No documento a que a agência Lusa teve acesso, o município afirmou que realizou uma avaliação independente em julho, que concluiu que as frações teriam um valor de 1,6 milhões de euros, caso as obras estivessem concluídas, mas que, face ao estado físico do imóvel e aos graus de execução da empreitada, situou a avaliação das quatro frações num total de 1,136 milhões de euros.

Posteriormente, foram disponibilizados elementos técnicos que estimavam um custo de 175 mil euros em trabalhos remanescentes naquele edifício, bem como a possibilidade de a autarquia assumir a posição contratual da empreitada.

O valor proposto de 1,439 milhões de euros “encontra-se suportado em relatório de avaliação revisto e complementado por perito avaliador registado na CMVM, o qual teve em consideração a informação técnica adicional relativa à empreitada, que não se encontrava disponível aquando da avaliação inicial promovida pelo município”, concluiu.

Em junho, a Câmara de Coimbra tinha afirmado que tinha avançado com uma proposta de um milhão de euros para comprar o edifício-ponte da Metro Mondego, para ali instalar serviços municipais.

Em reunião do executivo na altura, o vereador com a pasta das finanças e equipamentos municipais, Luís Filipe, afirmou que o município já tinha reservado um milhão de euros para o efeito.

Na altura, Luís Filipe afirmou que a aquisição, a ser feita, seria realizada com recurso a receitas próprias do município.

O vereador justificou esta decisão ao invés da compra de um edifício por reabilitar por essa opção poder demorar dois ou três anos, o que não seria “compatível” com o objetivo do executivo a curto prazo de melhorar as condições do local de trabalho dos funcionários.

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