Saúde

Associação defende subsídio para ambos os pais de filho com cancro nas fases complexas

01 de setembro de 2026 às 16 h46
Em Portugal, são diagnosticados cerca de 400 novos casos de cancro pediátrico por ano | Foto: DR

A associação Acreditar defendeu hoje que ambos os pais devem ter direito, em simultâneo, ao subsídio de assistência e à licença que permite faltar ao trabalho para acompanhar um filho com cancro, “nas fases mais complexas da doença”. “É de facto muito duro ter que decidir [quem vai faltar para acompanhar a criança], há contas para pagar e isso não desaparece durante a doença da criança. Olhar para trás e perceber que por razões económicas não foi possível acompanhar um filho nos últimos dias de vida é de facto muito duro”, disse à Lusa Filipa Silveira e Castro, da comissão diretiva da Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro.

Aproveitando que em setembro se assinala o mês internacional de sensibilização para o cancro pediátrico, Filipa Silveira e Castro alertou que há pais que têm de continuar a trabalhar, mesmo nas alturas mais difíceis, por exemplo, quando recebem o diagnóstico, porque não têm condições financeiras para se ausentar. “Seria uma grande ajuda poderem estar os dois disponíveis”, acrescentou.

De acordo com o guia “Subsídio de assistência a filhos com deficiência, doença crónica ou doença oncológica e complementos” do Instituto de Segurança Social, só uma pessoa do agregado familiar pode faltar para acompanhar o filho e receber a prestação, “devendo a outra exercer atividade profissional e não exercer o direito ao respetivo subsídio pelo mesmo motivo”. O valor a receber nas situações de assistência a filho com doença oncológica é de 100% da remuneração de referência. A associação, em comunicado, destacou a importância de ambos os pais poderem ter o subsídio de assistência que permita faltar ao trabalho para acompanhar o filho em momentos como o diagnóstico, a recidiva [reaparecimento da doença] ou o fim de vida.

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