Centro histórico de Coimbra regressa à época medieval entre 17 e 19 de julho (com vídeo)
Fotografia: Município de Coimbra
O centro histórico da Coimbra vai regressar à época medieval, com recriações históricas no espaço público, oficinas de várias tipologias e concertos de época que terão lugar em três dias do mês de julho, revelou hoje a organização.
“Dedicamos esta Feira à época em que Coimbra foi capital do Reino e o Infante D. Henrique resolveu trazer as Cortes para Coimbra. Vamos assinalar os momentos mais marcantes da fundação de Portugal, com a instalação de Afonso Henriques em Coimbra, a construção da Sé Velha, a fundação do Mosteiro de Santa Cruz, o reconhecimento da independência do Reino e a atribuição dos primeiros forais às Terras do Mondego”, sublinhou a diretora do Departamento de Cultura e Turismo da Câmara de Coimbra.
Com o tema “Coimbra Capital do Reino – Séc. XII”, a 31.ª Feira Medieval de Coimbra vai animar o centro histórico da cidade de Coimbra nos dias 17, 18 e 19 de julho.
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Durante a apresentação do programa, que decorreu esta manhã na Sé Velha, Maria Carlos Pêgo informou que este evento representa um investimento que se aproxima dos 50 mil euros e conta com um programa “construído com muitas entidades parceiras” e “um envolvimento muito grande do movimento associativo de Coimbra”, bem como dos comerciantes.
“O programa é muito vasto, integra concertos, cortejos, encenações históricas e teatro de fogo, com envolvimento de grupos locais e profissionais que são especializados em recriação histórica. Destacamos a ceia medieval, nos claustros da Sé [Velha], que assim que abriu esgotou os cortejos régios, os concertos medievais, teatro de fogo em duas noites e as encenações históricas”, referiu.
De acordo com a diretora do Departamento de Cultura e Turismo da Câmara de Coimbra, a Feira Medieval de Coimbra vai estar especialmente concentrada no Largo da Sé velha, embora conte “com uma amplitude muito maior”.
“Vamos subir e descer por esta zona da Alta de Coimbra, pelo Quebra-Costas, Rua Ferreira Borges, Torre de Almedina, Museu Nacional Machado Castro, Rua Borges Carneiro e todas aquelas pequenas artérias à sua volta”, acrescentou.
Este evento serve também para valorizar e dar a conhecer o património que a cidade de Coimbra tem classificado pela UNESCO desde 2013, sustentou.
“É também nossa intenção levar animação, programação e recriação histórica a estes diferentes espaços, para que os nossos visitantes, que são milhares, que vêm de fora para assistir à Feira Medieval, possam também ter contacto com este vastíssimo património”, sustentou.
Os visitantes terão a oportunidade de contactar com os costumes, sabores, aromas, ambiente mercantil, sons dos instrumentos e danças da época medieval, num cenário visual recriado por dezenas de mercadores, figurantes e por um alargado conjunto de grupos de animação medieval.
“Temos várias oficinas temáticas que são gratuitas, são para todas as idades e para as famílias. Esta também é uma vertente muito importante, é construir programas culturais que possam ser acessíveis a todos os tipos de público e todas as idades”, frisou.
Integram o programa oficinas de investigação de instrumentos e suportes de escrita medieval, com a coordenação científica de João Santos Costa; oficinas de gastronomia histórica, pela Escola de Hotelaria, visitas-oficinas à descoberta da Arte Moçárabe no Museu Nacional Machado de Castro, bem como uma oficina pedagógica de instrumentos musicais medievais, também neste museu.
A Feira Medieval é organizada pela Câmara Municipal de Coimbra, que tem como entidades parceiras a Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra, a Diocese de Coimbra, a Escola de Hotelaria e Turismo e Coimbra, o Museu Nacional de Machado de Castro, os Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra e a União das Freguesias de Coimbra.

