População de Santa Clara aproveita tréguas do mau tempo para começar a recuperar o que é possível
DB/Ana Catarina Ferreira
“Depois da tempestade vem a bonança”. Quase todos os leitores conhecem este ditado popular. Aplicando esta máxima à zona mais baixa de Santa Clara, em Coimbra, quase se poderá dizer que, depois da tempestade, começam as limpezas e a recuperação.
Tendo o sol como “aliado”, vários populares aproveitaram para começar a retirar água das suas habitações e garagens. Se o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha terá de esperar pela descida normal da água do Mondego, nas zonas habitadas, quem mora nas zonas ribeirinhas não desperdiçou a oportunidade e iniciou a recuperação do que é possível.
Da sapiência proporcionada por 70 primaveras de vida, Constantino Pedro, com auxílio de uma mangueira e, literalmente, à mão, através de baldes, retirava água do rés-do-chão da sua casa. “Tive bastante água. Há três dias consecutivos que faço isto”, contou.
A zona onde reside, garantiu, “foi bastante afetada” e, no seu caso, todo o rés-do- chão ficou “inundado”. Constantino, fala com tristeza sobre o legado que a água deixou. “São dois frigoríficos, fogão, várias máquinas que estão lá dentro que eu não consegui tirar. Ainda não sei a totalidade dos prejuízos”, desabafa. Ajudas e apoios, revelou, “ninguém falou de nada”. Sobre outras cheias na cidade, o conimbricense considera que a situação “nem está melhor, nem está pior. Está na mesma”.
Pode ler a notícia completa na edição impressa e digital de hoje (16/02/2026) do DIÁRIO AS BEIRAS
