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Há 40 anos a União Europeia começou a mudar a região Centro

02 de janeiro de 2026 às 15 h33

Foi pela mão do primeiro-ministro Mário Soares que Portugal entregou o seu pedido de adesão à então Comunidade Económica Europeia, em 1977.
“Para Portugal a adesão à CEE representa uma opção fundamental por um futuro de progresso e modernidade”, dizia o histórico político português em 1985.
Nove anos depois do pedido, a entrada foi formalizada a 1 de janeiro de 1986, colocando o país ao lado de outras nações europeias. PS e PSD, os partidos do arco da governação, apoiavam a adesão, mas outros eram contra, como o PCP e o PRD, liderado por Ramalho Eanes, que expressavam receios sobre a soberania nacional, a economia e a agricultura, entre outros.
Mas, desde a adesão, o processo de modernização das infraestruturas, educação ou apoio social têm sido visíveis, tal como o impulso ao setor industrial ou as melhorias das redes de transportes. Nestes últimos 40 anos foram significativos os progressos sentidos no país e na região Centro, beneficiando dos mais de 100 mil milhões de euros em fundos europeus recebidos por Portugal.
Obras como as autoestradas, a Expo’98, a ponte Vasco da Gama ou a digitalização e renovação das escolas foram alguns dos principais projetos cofinanciados pela União Europeia. Na região, sem a integração europeia, seria quase impensável concretizar projetos como a construção do Convento São Francisco, a requalificação do Museu Nacional Machado de Casto, a implementação do Sistema de Mobilidade do Mondego ou a requalificação e construção de residências universitárias.

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