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2026. O que fazer quanto tudo mud(i.)a. ?

24 de fevereiro de 2026 às 10 h47
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Vivemos tempos em que tudo parece efémero. Por isso, para tentar “antecipar” 2026, olhemos primeiro um pouco atrás no tempo, para o momento quando o ChatGPT surgiu nas nossas vidas: 30/11/2022. Relembremos o que nos despertou o primeiro contacto com inteligência artificial (I.A.) generativa: fascínio, receio ou um misto de emoções?

O leitor recordará que por entre medos de um futuro apocalíptico, onde os robots nos aniquilariam, ouvimos também vozes entusiastas que juravam que seriam a solução para “todos” os nossos problemas….

Hoje, no arranque de 2026, ainda estamos cá, o mundo não acabou e ainda enfrentamos os mesmos problemas (e até alguns novos). A I.A. poderá não ter mudado tudo, mas percebemos que já não pode ser “travada”. A questão já não é se nos superará em muitas tarefas, mas sim como é que a economia e a sociedade se reorganizarão em torno desta realidade.

A I.A. deixou de ser só uma nova tecnologia e passou para o domínio multiplicador da engenharia, onde os modelos estão a melhorar a um ritmo intenso, e a concorrência já não é só entre empresas, mas também entre países. Os acontecimentos políticos mais recentes revelam como a soberania tecnológica se converteu numa prioridade estratégica. Durante os próximos meses estarei curioso para assistir ao ritmo de adoção de novos produtos e serviços, refletindo este movimento em que a I.A. se torna uma peça central da arquitetura empresarial, remodelando o ciclo de vida dos produtos e redefinindo a interação com os consumidores. Um teaser muito breve para alguns setores:

• Mobilidade e logística: a introdução segura de mais veículos autónomos a operar 24/7, camiões autónomos e novas tecnologias de baterias, possibilitarão a redução do número de automóveis particulares e novas formas de planeamento urbano.
• Os robots estão a mesmo a chegar: os humanóides vão deixar de ser promessas de laboratório e serão presença mais comum em locais como hospitais ou fábricas. Este movimento entronca noutra mudança nas organizações: empresas com menos pessoas, mas com uma enorme capacidade operacional. Veremos novos paradigmas com equipas híbridas, lideradas por humanos, mas integrando pessoas robots e sistemas autónomos.
• Espaço: a nova corrida espacial é também uma nova fronteira computacional. Os lançamentos continuam a ser dispendiosos, mas os custos estão a baixar, permitindo novos projetos que exploram as possibilidades de geração e transmissão de energia, criação de data centers em órbita ou na lua. Continuaremos a beneficiar dos satélites para comunicações rápidas, com a difusão do 6G e, quem sabe, com o sucessor do smartphone…

Nos próximos meses alguns eventos e feiras irão mostrar muito destes desenvolvimentos. Destacarei em março o Mobile World Congress e o 4YFN em Barcelona. Já em Coimbra, não posso deixar de realçar o regresso ao Convento de S.Francisco do Startup Capital Summit. Gravem o dia 3 de Junho na agenda e descubram o que as startups portuguesas estão a desenvolver. Inscrições gratuitas em: https://www.startupcapitalsummit.com.

Autoria de:

Jorge Pimenta

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