Estudo concluiu que Coimbra necessita de melhorar zonas pedonais na cidade

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Arquivo-Carlos Jorge Monteiro

Um estudo realizado pelo Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) concluiu que existem zonas pedonais na cidade que carecem de ser melhoradas, nomeadamente no perímetro dos hospitais, Estação de Coimbra B e polo III da Universidade.

“Neste estudo, foi analisada a mobilidade nas zonas envolventes da futura rede do Metro Bus na cidade de Coimbra, tendo-se concluído que há zonas da cidade que necessitam de melhoria das condições para andar a pé”, referiu o ISEC, em comunicado enviado à agência Lusa.

Para os promotores do estudo, “a futura rede de Metro Bus em construção no interior da cidade de Coimbra é uma oportunidade para melhorar a acessibilidade e tirar partido dos benefícios sociais, ambientais e económicos da caminhada, tornando a cidade de Coimbra mais sustentável”.

Segundo o ISEC, “foram utilizados dados de acesso livre relativos à cidade de Coimbra e foi aplicada a metodologia Open-Source Walkability Tool for European Union Member States”.

“O algoritmo considera quatro dimensões para avaliar a caminhabilidade: permeabilidade da rede pedonal (inexistência de barreiras físicas); densidade populacional (mais pessoas significa mais contactos sociais); infraestrutura verde (ambiente mais confortável e saudável) e amenidades (comércio, entretenimento, instituições de ensino, escritórios, equipamentos recreativos e desportivos que atraem mais pessoas)”, explicou a instituição.

De acordo com o estudo, desenvolvido no âmbito da licenciatura em Gestão Sustentável das Cidades, as zonas do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Hospital Pediátrico de Coimbra e polo III da Universidade de Coimbra (servidas pelas estações do Hospital Pediátrico, Consultas Externas e HUC/Pólo III) “têm níveis fracos de caminhabilidade, apesar de serem geradoras de muitas viagens diárias”.

A investigação sugeriu algumas melhorias no espaço público para promover as deslocações a pé, que passam pela redução de barreiras físicas e melhoria das infraestruturas verde e pedonal.

“As alterações convidarão mais pessoas a deslocar-se a pé naquela zona, o que levará à instalação de amenidades e serviços de apoio que, por sua vez, atrairá mais pessoas”, referiu o ISEC.

Por outro lado, o estudo retratou a zona envolvente à Estação Coimbra B “como uma rede pedonal pouco permeável e uma infraestrutura verde sem continuidade, o que prejudica a mobilidade pedonal.

Para o presidente do ISEC, Mário Velindro, este projeto desenvolvido “é um bom exemplo da dinâmica académica e da sua interação com a região, no âmbito das ‘smart cities’ (cidades inteligentes).

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