Opinião – A vegetação do areal urbano deve ser removida?

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Um dos maiores confrangimentos do concelho da Figueira é a incapacidade que os decisores têm demonstrado, ao longo de décadas, para equilibrar os três vetores do triângulo da nossa economia do mar: o da onda-surf, o do turismo-praia, e o dos portos comercial e de pesca.
O prolongamento do molhe Norte, em 400 metros, teve sobretudo a ver com a maior usabilidade do porto comercial, mas a alteração da orientação daquele afetou a navegabilidade na barra do Mondego e acentuou a erosão nas praias a sul, com a destruição da duna de proteção costeira sobretudo na praia da Cova, e a acumulação de areia nas praias da cidade.
Ora, com todo o respeito com a vegetação e com as pessoas que (muito bem) a defendem, preocuparmo-nos primeiro e sobretudo com isto é como nos apontarem uma bela paisagem e nós olharmos para… o dedo!
De facto, não é possível continuar a apresentar a Figueira como um destino turístico de praia e a água estar, em breve, a 800 metros, pelo que temos de aproximar a cidade do mar ou este da cidade – ou seja, ou o bypass ou outro processo retiram rapidamente o excessivo areal ou este tem de ser aproveitado para a fruição das pessoas.
Finalmente, não querendo fugir à questão, claro que defendo a remoção da vegetação do areal – porque a praia da Figueira sempre foi “da claridade”, não “da coelheira” ou “da tomateira”, e porque, com 70% da área RAN e REN, o concelho devia era estar preocupado com o abandono da Serra e das Lagoas.
Feliz Natal!

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