Médicos do Centro destacam exemplo do Baixo Mondego na resposta à pandemia

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A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) considerou hoje o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Baixo Mondego como um exemplo na resposta à pandemia da covid-19 e no processo de vacinação.

Em declarações à agência Lusa, no final de uma visita ao Centro de Saúde Norton de Matos e de uma reunião com o ACES Baixo Mondego, o presidente da SRCOM, Carlos Cortes, salientou o acompanhamento a 173 mil utentes, no âmbito do Trace Covid-19.

“É um exemplo de um alto nível de resposta”, frisou o dirigente, salientando o “trabalho fantástico” efetuado no período covid-19 no acompanhamento diário, “que, frequentemente, era feito duas vezes ao dia”.

O presidente do SRCOM elogiou a forma como os centros de saúde mantiveram o acompanhamento aos utentes, preferencialmente com consultas presenciais, apesar de todos os constrangimentos de distância, mas também com contactos telefónicos”.

“Foi uma resposta de elevada qualidade em termos de acesso aos cuidados de saúde, embora muitas pessoas ainda tenham receio de se deslocar aos centros de saúde e hospitais”, constatou.

Carlos Cortes elogiou ainda a articulação com os hospitais através da teleconsulta nos cuidados mais diferenciados, em que os doentes, o médico de família e o especialista podiam resolver o problema de saúde.

Para o médico, contrariamente à “mensagem difundida, os centros de saúde não diminuíram a atividade”, com os médicos de família a “terem de trabalhar o triplo e a dar apoio no processo de vacinação”.

Segundo o presidente da SRCOM, foram administradas 270 mil inoculações no ACES do Baixo Mondego, que corresponde a 42% da população vacinada da sua área de abrangência, “um valor que é muito bom e representa uma das mais altas taxas do país”.

No entanto, o dirigente apelou à população a manter os cuidados e as regras de segurança “porque o vírus não acabou e vai fazer parte do presente e do futuro”.

“As pessoas têm de manter uma postura de grande cidadania e de grande responsabilidade para não existir disseminação do vírus, como acontece noutras zonas do país”, alertou.

A SRCOM iniciou hoje um conjunto de visitas a várias unidades de saúde da região, no sentido de conhecer as especificidades da retoma da atividade assistencial após a fase mais crítica de saúde pública provocada pela pandemia da covid-19.

“Estamos numa fase crucial da resposta aos doentes, após um período especialmente complexo. A Ordem dos Médicos reconhece o esforço, a dedicação, o empenho de todos nesta pandemia e, com estas visitas, procuraremos entender quais as circunstâncias e quais as necessidades de cada unidade”, adiantou Carlos Cortes.

A área de influência do ACES do Baixo Mondego corresponde aos concelhos de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Mira, Montemor-o-Velho, Penacova e Soure, no distrito de Coimbra, Mealhada e Mortágua (distritos de Aveiro e Viseu, respetivamente), abrangendo um total de 15 centros de saúde.

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