GEFAC assinala os 50 anos nas XVI Jornadas de Cultura Popular

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Com registo escrito e direito a “ficha” de sócio, são cerca de 850 os estudantes que ao longo dos últimos 50 anos passaram pelo Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra (GEFAC). Mas são bastante mais do que um milhar os que, desde 1966, fizeram e continuam a fazer um dos organismos culturais da Associação Académica de Coimbra (AAC), que, ao longo destas cinco décadas, mais contribuiu para enriquecer a cultura musical portuguesa de raiz tradicional.

E é fácil perceber a razão. Basta ir ao programa das XVI Jornadas de Cultura Popular – a decorrerem entre 5 de novembro e 3 de dezembro –, e perceber, apenas no ciclo de concertos, os grupos e formações musicais com ligações mais ou menos próximas ao GEFAC: Segue-me à Capela, Macadame, Diabo a Sete, DaCôrDaMadeira e, claro, naturalmente a Brigada Victor Jara.

É, portanto, tecida de cumplicidades e de (re)encontros, o que significa de muitas memórias, que vai fazer-se a festa dos 50 anos do GEFAC. Festa “aberta” à cidade, à academia, aos estudantes e a todos os que quiserem partilhar o prazer que dão ainda e sempre estas coisas antigas e belas do canto, da música, dos contos e das lendas, que o povo guarda e são o tesouro de uma identidade com raízes fundas e traços fortes. Festa feita com a apresentação de um livro de “memórias”, um documentário, algumas conversas, um grande colóquio, concertos e uma oficina de percussão.

Disponibilizar online espólio de 3.500 registos

A prolongar-se ainda até ao final do presente ano letivo – nomeadamente no novo espetáculo geral que, foi explicado, terá como mote principal a “memória” e irá fazer a sua estreia em março de 2017 –, o programa comemorativo dos 50 anos do GEFAC vai ainda concretizar-se num projeto ambicioso e, por isso mesmo, de mais difícil realização: a disponibilização online de um espólio que é, certamente, dos mais ricos na recolha da cultura popular e tradicional portuguesa. A integrar mais de 3.500 registos (fotografia, vídeo e áudio), é intenção da direção do GEFAC disponibilizar este espólio aos muitos interessados, dos investigadores aos simples curiosos, até ao próximo verão. Assim se concretizem os apoios necessários a tão ampla tarefa.

A abertura do programa do cinquentenário aconteceu já este sábado, 5 de novembro, com a pré-apresentação do livro “Bico Bico Chão: 50 anos GEFAC”, na Casa das Artes Bissaya Barreto.

Segue-se um ciclo de conversas, a decorrer no mesmo espaço e com início já amanhã – sessões nos dias 8, 15 e 22 de novembro, sempre às 18H00 e entrada livre –, com os temas “De sonho e tradição: Reflexão sobre o passado, o presente e o futuro da canção de Coimbra” (Rui Pato, Avelino Correia, Manuel Coroa, Manuel Rocha); “Pelos Trilhos do Andarilho (lançamento do DVD, com Luísa Correia, Rodrigo Lacerda e Fernando Florêncio); e “Do nada ao palco: Motivação, inspiração e metodologia na conceção artística de espetáculos nos grupos da Academia” (João Curto, Ricardo Seiça e Leonor Barata).

A 19 de novembro, das 09H30 às 17H30, na Casa das Caldeiras, terá lugar o colóquio “Diálogos de Memória”, com a prticipação de nomes como Louzã Henriques (sócio honorário do GEFAC), Paula Godinho, Domingos Morais, Margarida Moura, Amadeu Magalhães, Armando Carvalhêda e Adérito Araújo.

O ciclo de concertos, em colaboração com a A2C2, apresenta Segue-me à Capela e Galandum Galundaina, Macadame, Ana Biscaia e Filipa Malva, Diabo a Sete e DaCôrDaMadeira, com Quiné Teles e Nuno Caldeira, e a Brigada Victor Jara com alunos do Curso Profissional de Jazz do Conservatório de Música de Coimbra.

A 3 de dezembro, tem lugar a oficina de percussão com Quiné Teles, na sala de ensaios do GEFAC, para a qual se encontram abertas as inscrições a todos os interessados.

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