Opinião – O caminho também se faz recordando

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António Menano

António Menano

No 40.º aniversário do 25 de Abril fiz uma intervenção, no CAE, onde recordei alguns nomes de oposicionistas ao Estado Novo, se a memória não me falha recordei dez, quase todos de figueirenses ou pessoas ligadas à nossa cidade, já falecidos.

Hoje, passados mais dois anos sobre a Revolução dos Cravos é de toda a justiça aumentar a “lista” de antifascistas, nem sempre dando a cara, por razões de clandestinidade.

Não posso deixar de recordar que Álvaro Cunhal e Dias Lourenço estiveram clandestinos, o secretário-geral do PCP, nas Alhadas, Dias Lourenço, em Buarcos, onde foi preso pela pide.

Aqui escrevo nomes de combatentes da liberdade, não referidos, por mim, em 2014: António Henrique, Chuva e tantos outros vidreiros na Fontela, José Costa, José Ernesto, José Fernandes Martins, todos trabalhadores na Celbi, António Godinho, funcionário no Cabo Mondego, onde poderia citar muitos, Zé Penicheiro, artista durante muito tempo radicado na Figueira, Jorge Rigueira, homem de cultura, José de Freitas, comerciante, Borges, Daniel, todos falecidos.

Entre os ainda vivos permito-me, grafar Joaquim Jorge Monteiro, funcionário público, Cação Biscaia, artista plástico e publicista, António Ribeiro, ex-Celbi, Mário Ribeiro e Pedro Biscaia, professores, e muitos mais que sempre caminharam na estrada da liberdade.

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