Eu deputado – Seleção

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Serpa Oliva, deputado CDS-PP

Antes de falar da nossa Seleção Nacional, deixem-me confessar-lhes uma coisa: só tenho, no que concerne ao futebol, duas equipas por quem sofro, por vezes, de forma absolutamente inexplicável.

Uma é a nossa Académica. Foi uma jornada inesquecível com a família e os amigos (acompanhada de febras e tinto) que nos levou ao Jamor para uma vitória que me tocou profundamente e me deixou a certeza de que, quando nos unimos, somos capazes de transpor montanhas.

Nenhum outro clube de futebol me diz rigorosamente nada. Mas volto a sofrer quando a nossa seleção entra em campo. Confesso que já tive mais esperança, mas acredito que se formos humildes e jogarmos o futebol que sabemos, e que se espelha pelos quatro cantos do mundo, podemos dar mais uma lição de que a união faz a força e conseguiremos atingir os objetivos que todos os portugueses anseiam.

Essa humildade passará necessariamente por cada jogador não se sentir dono do mundo, mas perceber que está ali com mais 22 companheiros para jogar aquilo que sabe e pode, levando o esforço até aos limites. Temos, realmente, no lote dos convocados estrelas reconhecidas em todo o mundo. Mas, por si só, não resolvem rigorosamente nada.

O selecionador nacional e o ‘staff’ que acompanha os jogadores percebam que o que se pretende é que no final os convocados e todos os que fazem parte da equipa técnica acabem com a certeza do dever cumprido. E se não formos campeões, que a responsabilidade seja a de que os outros foram melhores. Ponham os olhos na Académica no final do Jamor e percebam porque é que tudo é possível. O caminho não será fácil. Mas que emoção poderia ter se tudo na vida fosse simples?

Força Portugal!

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