Mulher morre na linha do Norte

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Uma mulher idosa morreu ontem, trucidada por um comboio, na passagem de nível da Linha do Norte, em Bencanta, a sul de Coimbra-B. A ocorrência foi registada às 16H08, sem testemunhas no local para além do maquinista do comboio Intercidades n.º 526, que fazia a ligação Porto-Lisboa.

As causas ainda estão por apurar, nomeadamente se foi acidente ou suicídio. Certo é que os populares concentrados no local denunciaram aquilo que consideram ser a falta de segurança desta passagem de nível pedonal. Maria Isabel Pinto, de 60 anos de idade e residente a poucas dezenas de metros da linha ferroviária, disse que “é um perigo passar aqui, desde crianças que vêm para o infantário, estudantes das escolas e até idosos dos lares”. Embora tenham sido instalados sinais sonoros e luminosos de aviso e barras em ferro de proteção para peões, já não é a primeira vez que os transeuntes são surpreendidos pela velocidade de aproximação dos comboios Alfa e Intercidades. Poderá ter sido isso que aconteceu ontem, a exemplo de outros acidentes registados no local.

Um outro residente lamentou que não tenha sido prolongada por cima da linha férrea a passagem pedonal superior à via rápida de Taveiro construída há cerca de duas décadas. Tanto mais que em outras passagens de nível próximas, como as dos Casais e Ribeira de Frades, menos frequentadas, “as pessoas não têm que passar pela linha”.

Os trabalhos de remoção do corpo prolongaram-se por cerca de três horas, prejudicados pelo cair da noite, levando a atrasos consideráveis nas ligações ferroviárias de passageiros na Linha do Norte e da Figueira da Foz.

Entretanto, em alternativa, a CP, com o apoio de funcionários da Refer, começou a operar composições ferroviárias em sentido contrário à circulação normal, entre Coimbra-B e Taveiro, o que obrigou a cuidados redobrados nas passagens de nível intermédias.

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