29 | JUL | 08
TERÇA-FEIRA

















   

Paulo Leitão

carregal do sal – Estrada reivindicada há 100 anos avança
Tondela a 11 quilómetros, não a 30...
 
O secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, presidiu ontem à cerimónia de assinatura do contrato de construção da tão ansiada Estrada Regional, orçada em 9,6 milhões de euros.

O secretário de Estado das Obras Públicas presidiu, ontem, à cerimónia de assinatura do contrato de construção da Estrada Regional 230 – Tondela/Carregal do Sal, orçada em 9,6 milhões de euros. A futura via, com prazo de execução até Outubro de 2009, vai reduzir o percurso entre Carregal do Sal e Tondela de 30 para apenas 11 quilómetros.
Na cerimónia, que decorreu no salão nobre da Câmara de Carregal do Sal, o autarca anfitrião começou por agradecer a concretização desta obra. “É o culminar de uma luta de há cem anos”, frisou Atílio Nunes, que pediu ainda ao membro do Governo que seja feita a requalificação da ponte sobre o Rio Mondego, na EN230, via que liga Oliveira do Hospital a Carregal do Sal.
O presidente da Câmara de Tondela, que também esteve presente na cerimónia, sublinhou, por seu turno, que o dia de ontem “foi um dia fantástico para os dois concelhos e ainda para o de Santa Comba Dão, uma vez que a estrada também passa nele” e lembrou a “luta intensa” que foi feita ao longo de muitos anos. “Já não acreditávamos que esta obra fosse adjudicada tão rapidamente”, disse Carlos Marta, que aproveitou a ocasião para pedir desculpas ao secretário de Estado pelo facto de não e ter dirigido a ele “da melhor forma”, aludindo a um recente encontro entre os autarcas do distrito de Viseu e o primeiro–ministro, em que também estava Paulo Campos. Marta reconheceu que se terá dirigido ao secretário de Estado de “forma agressiva e talvez menos elegante e por isso peço humildemente as minhas desculpas”.
O secretário de Estado, durante o seu discurso, revelou que concorreram quatro consórcios para a construção da futura auto–estrada entre Viseu e Coimbra. Dois deles vão passar a uma segunda fase no próximo mês de Setembro, “para que até ao final do ano possamos adjudicar a Auto–Estrada do Centro”.
Paulo Campos revelou que as diversas concessões de estradas que o Governo está a lançar na região Centro “representam, sem margens de dúvidas, o maior investimento jamais feito nesta região”, frisando que dos 1.300 quilómetros de vias que o Governo está a construir, 1.200 quilómetros se situam no interior.
O governante criticou depois os anteriores dois governos do PSD, visto que, segundo salientou, “dos 200 quilómetros de estradas que lançaram, não houve um único que tivesse sido construído no interior, foram todos no litoral, junto a Lisboa e ao Porto”.
Deixou, por último, uma indirecta às críticas feitas por Manuela Ferreira Leite, afirmando que “só quem não vem a estas regiões é que não sabe das dificuldades que as pessoas passam em termos de acessibilidades rodoviárias”. No entender de Campos, “muito provavelmente quem hoje põe dúvidas em relação ao plano rodoviário, só anda em sítios onde existem muitas e boas estradas”.


Estrada Viseu–Sátão requalificada em 2010

Com um preço base de 4,7 milhões de euros, a requalificação da Estrada Nacional (EN) 229, ontem lançada pelo secretário de Estado das Obras Públicas, irá abranger 15 quilómetros, beneficiando não só as populações dos concelhos do Sátão e de Viseu, mas também de outros a Norte, como Vila Nova de Paiva, Moimenta da Beira, Sernancelhe e Penedono. A consignação está prevista para para Janeiro de 2009, devendo a obra ficar concluída em Abril e 2010. O presidente da Câmara do Sátão, Alexandre Vaz, congratulou–se com o lançamento da obra de requalificação, de forma a retirar “algumas curvas que são verdadeiros pontos negros”, mas frisou que, mais importante do que ela, é a construção de uma variante com quatro faixas que a substitua. Lembrou ainda que “os escassos 17 quilómetros” da actual EN 229 até à capital de distrito “demoram a percorrer, muitas vezes, de 45 minutos a uma hora”. O secretário de Estado Paulo Campos lançou também ontem o estudo prévio dessa variante, estando a sua conclusão (do estudo) prevista para o terceiro trimestre de 2009. Segundo Manuela Trindade, a nova estrada – com um custo estimado de 15 milhões de euros – também terá aproximadamente 15 quilómetros, mas permitirá circular a maior velocidade (80 quilómetros hora de velocidade base) e, assim, “reduzir significativamente os tempos de percurso”. Alexandre Vaz lembrou que aquele troço da EN 229 tem um fluxo diário de 9.500 viaturas e que, desde o início do ano, registou 44 acidentes, de onde resultaram 21 feridos (seis em estado grave) e um morto.


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Artigo de Opinião


José Basílio Simões
Docente da U.C.

Coimbra Living Lab

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