“João Mendes Ribeiro 2003/2016”: monografia apresentada em Coimbra

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O Teatro da Cerca de São Bernardo (TCSB), em Coimbra, acolhe esta quinta-feira, a partir das 18H30, a apresentação da monografia “João Mendes Ribeiro 2003/2016”, uma edição Uzina Books. Sessão, com entrada gratuita, conta com as presenças de Jorge Figueira, José António Bandeirinha e Nuno Grande. A moderação será de Maria Milano.

O arquiteto e cenógrafo João Mendes Ribeiro é um dos fundadores d’A Escola da Noite e mantém-se até hoje colaborador regular e elemento fundamental para a construção da linguagem artística da companhia de teatro de Coimbra. É, portanto, “com um prazer especial e com um orgulho não disfarçado”, de acordo com uma nota às redações, que o grupo acolhe, hoje, no TCSB, a apresentação em Coimbra da monografia “João Mendes Ribeiro 2003-2016”.

O livro aborda de forma pormenorizada 15 trabalhos desenvolvidos pelo arquiteto, que “se destacam na sua maioria por se tratarem de excelentes obras de reabilitação ou requalificação do edificado e do património”. Inclui textos de Ana Tostões, Carlos Quintáns e Antoni Ramón e imagens de “fotógrafos de várias gerações, cada um com um olhar particular sobre a obra do autor”, acrescenta o editor José Manuel das Neves, sem deixar de destacar o trabalho gráfico de Gustavo Suarez. A obra integra um caderno de 15 esquissos, um por cada projeto.

Eloquentes, as palavras de Ana Tostões: “João Mendes Ribeiro tem desenvolvido o privilégio de exercer o ato de reabilitar respondendo a uma grande diversidade de programas e preexistências. Da reabilitação de uma arquitetura erudita (Laboratório Chimico ou Claustro do Mosteiro do Lorvão) à reabilitação de uma construção sem tempo (palheiro na Cortegaça, monte alentejano em Torre de Palma, estufas do Jardim Botânico de Coimbra, termas romanas de São Pedro do Sul), da reabilitação de estruturas industriais (como é o caso da Casa das Caldeiras em Coimbra ou do Centro de Artes Contemporâneas – Arquipélago na Ribeira Grande) a uma reabilitação feita através de obra nova (caso do armazém da Adémia, ou da casa na Fonte Boa), a produção de JMR é surpreendentemente e insistentemente tão poética quanto rigorosa, tão vital quanto excecional”.

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