“Nova Esperança”

M. Pignatelli Queiroz

A verdadeira esperança é, por definição, inesgotável. “Eu tenho esperança que isto vai melhorar” ou “…que o mundo vai melhorar”.

Não obstante os profetas da desgraça. E surgirá, sempre, “Nova Esperança”. Não obstante, o choque que me causou a notícia do exemplar n.º 395, do último dia do ano que há pouco findou – e a que novo sucedeu – desse jornal criado há XXXII anos, pelo reverendo do Padre António Veiga e Costa.

Uma referência para mim, uma saudade calma e bem disposta, como era a formação e o feitio do Padre Veiga. Sacerdote exemplar, culto, animador e também um amigo surgido nas minhas antigas deambulações pelos meios rurais. “Jornal está suspenso”.

Mas “Nova Esperança” ressurgirá.

Esta palavra recordou-me os 10 anos que 2001 marcou sobre uma notável figura de Esperança e de Paz. A visita a Portugal de S.S. o Dalai Lama, calmo, sereno, esperando sempre pela libertação do seu berço desgraçadamente vítima de uma invasão atrozmente destruidora que levou à perda da independência do Tibete.

O mesmo, depois, com o Nepal, este usando sofisticados requintes. Pela China, a imperial conquistadora, que das vinhas do Norte à EDP e por aqui e por ali penetra paulatinamente em Portugal e em outros países que pressupostamente só poderiam negociar com democracias.

Mas a esperança não morre e o Portugal do 5 de Outubro de 1143, Dia da Fundação, libertar-se-á novamente.

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