“Faz aos outros o que gostas que te façam a ti”

Paulo Mendes, ACIC

O Governo Português percebeu agora o que é ter dificuldade de tesouraria.

Não poder cumprir as suas obrigações.

Não poder pagar os salários.

Ver-se na contingência de falhar.

Ter feito tudo o que estava ao seu alcance e, mesmo assim, não conseguir cumprir nem pagar juros.

Não conseguir cumprir porque as metas colocadas são inatingíveis.

Porque, na verdade, com taxas de juro elevadas, com taxas de esforço elevadas exigir é matar. Exigir é fechar.

Exigir é pôr fim a toda e qualquer esperança.

A pergunta é se agora os nossos governantes percebem que não custa falar, não custa estabelecer objectivos, não custa aumentar spreads, não custa aumentar juros.

O que custa é criar riqueza, emprego, fazer economia.

Chegados aqui o que exigem os empresários?

Nada de especial!

Nada mesmo!

Somente um igual tratamento para as empresas.

O que o Estado Português conseguiu no último Conselho Europeu é o que as Empresas exigem agora: crédito e que acreditem nelas.

Obrigar a Banca (principal culpada da situação e principal beneficiária da ajuda da Troika) a não aumentar spreads e a dilatar prazos de pagamento. A estar atenta à necessidade de reestruturação das dívidas.

Invertendo o provérbio as empresas pedem ao Estado “faz aos outros o que gostaste que te fizessem a ti”.

 

 

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