Ricardo Pais: um modo de ser português

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O modo de ser português foi sempre matéria de trabalho e reflexão para Ricardo Pais. E é com uma peça transdisciplinar a “sondar” esse modo de ser que o encenador regressa aos palcos. A partir de amanhã, “Sombras – A nossa tristeza é uma imensa alegria” subirá ao palco do Teatro Viriato, em Viseu, onde se apresentará até sábado, sempre às 21H30.

Criação transdisciplinar, “Sombras – A nossa tristeza é uma imensa alegria” indaga “lugares do inconsciente mítico e da personalidade histórica de Portugal”

De acordo com uma nota da produção, o encenador retoma igualmente neste seu trabalho “as mais belas palavras escritas em português”, evocando temas nacionais recorrentes, como a passagem inexorável do tempo, o regresso de um “rei encoberto”, a intolerância anti-espanhola ou a timidez dos portugueses em enfrentarem o seu retrato e os seus vícios.

Ainda de acordo com a mesma nota, o espetáculo constrói-se numa espécie de paisagem cénica insólita, cheia de eventos inesperados e contrastantes, tendo “no fado o seu coração sofrido e no fandango uma espécie de cavalgada eufórica”.

Em palco de novo, depois de ter marcado a última década a dirigir os dois teatros nacionais (em Lisboa e Porto) e a encenar alguns espetáculos fundamentais, Ricardo Pais volta a explorar o conceito pátrio, revisitando os temas nacionais mais recorrentes, as lendas e os mitos da nossa história, ilustradas com algumas das mais belas palavras que se escreveram em português

Com criação e encenação de Ricardo Pais, o espetáculo conta com um elenco composto por José Manuel Barreto, Raquel Tavares, Emília Silvestre, Pedro Almendra, Pedro Frias, Carla Ribeiro, Francisco Rousseau, Mário Franco, Carlos Piçarra Alves, Diogo Clemente, Mário Laginha e Miguel Amaral. A música é de Mário Laginha e as coreografias são de Paulo Ribeiro.

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