O “bolo” em disputa

Estamos a atravessar uma época do ano em que, antigamente, apenas se disputavam as competições de natação e atletismo, e um ou outro torneio de preparação de futebol, para lá da Volta a Portugal em ciclismo, prova do agrado geral dos portugueses que sempre encheram as vias do país para saudar os valentes “da estrada”, verdadeiros heróis populares que ousavam lutar com os elementos do tempo, e conseguiam subir de bicicleta às mais altas serras de Portugal…

Os tempos mudaram e, hoje em dia, grande parte das competições desportivas entre selecções nacionais (Europeus, Mundiais, e fases de classificação de outras grandes provas) são disputadas em datas que outrora eram tempo absoluto de férias e apenas um ou outro atleta mais dedicado e mais consciente aproveitava o verão para se manter em actividade e poder retomar os treinos sem sentir “o peso”das cargas do inicio da nova época…

O Mundial de futebol já lá vai no que à competição diz respeito, mas agora os novos dados que vão surgindo na “praça pública” são de molde a pensar que muita coisa se terá passado durante as fases de preparação e competição que foram sendo guardadas em segredo “até melhor oportunidade” (esperava-se que Portugal fosse campeão…) e que gora, lentamente, vão sendo “jogadas cirurgicamente”, num novo campeonato sem bola, mas onde parece que vai estar em cerrada disputa, um “bolo”bem apetecível…!

Sem grande aparato, mas com enorme eficiência, o voleibol conseguiu mais um feito notável e novamente com o experiente técnico cubano Juan Dias a demonstrar que competência nada tem a ver com a idade e, muito menos, com o “facilitismo”…

Temos em Portugal exemplos de técnicos de grande qualidade e dedicação ao treino desportivo de idade madura, assim como também será fácil descortinar alguns jovens de grande valor…

Naturalmente que os mais idosos podem exibir um currículo melhor, por terem mais anos de trabalho que os jovens, mas é fundamental que tenham alguns títulos para ilustrar o currículo…

Moniz Pereira deverá ser uma referência para os treinadores portugueses pelo seu enorme entusiasmo pela sua modalidade preferida! Um exemplo a seguir por todos aqueles que querem vir a ser alguma coisa no desporto nacional. O que não é fácil de atingir para os técnicos da província, longe dos corredores das federações, onde tudo se joga!

Sobretudo quando os dirigentes locais são… como Judas…!

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