Coimbra

Unidade de Ação Fiscal da GNR vai ter laboratório forense digital

27 de setembro de 2026 às 11 h51
O coronel Paulo José comanda a Unidade de Ação Fiscal, força policial nacional com sede em Coimbra. Foto: Ana Catarina Ferreira

Mais e melhores meios para combater a “criminalidade económico–financeira altamente organizada, ou de especial complexidade” é um desafio que o comando da Unidade de Ação Fiscal (UAF) da GNR quer alcançar depois da transferência para Coimbra, em março passado.

O comandante da unidade, Paulo José, considera que a mudança de Lisboa para Coimbra (Quartel da Quinta das Canas, nas Lages) é “uma oportunidade de nos afirmar como uma polícia tributária mais capacitada, a fim de dar resposta aos desafios que nesta área se colocam à tutela e, por consequência ao país”.

Através do Fundo para a Segurança Interna vai ser possível financiar um lote de projetos no valor de 3,3 milhões de euros, para “capacitar atuação dos militares com novas tecnologias para os desafios modernos”.

Assim, será possível avançar para a construção de um laboratório forense digital, modernizar os sistemas de captação e tratamento de gestão e imagem, e renovação do parque tecnológico da unidade, bem como a aquisição de mais viaturas.
A nível internacional, a Unidade de Ação Fiscal conta com o apoio, no plano da cooperação policial internacional, da EUROPOL, e com a intervenção da EUROJUST, no que diz respeito à cooperação judiciária internacional.

Mais de 8,5 milhões de mercadorias apreendidas
Num balanço da atividade operacional de 2025, o valor global dos bens, produtos e mercadorias apreendidos ascendeu a mais de 8,5 milhões de euros e mais de quatro milhões de coimas aplicadas. Foram investigadas fraudes tributárias no valor de 238,5 milhões de euros, “o que evidencia a dimensão patrimonial e financeira dos fenómenos investigados na unidade”, constata Paulo José.
A UAF – que se caracteriza por ter “natureza militar, maturidade operacional e abrangência nacional” – assinalou na passada semana 18 anos de existência, sucedendo à Guarda Fiscal, que foi criada em Portugal em 1885.

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