Coimbra

Signatários de manifesto pedem que se avance com Centro Cívico do Ingote em Coimbra

19 de outubro de 2026 às 14 h09
Fotografia: DR

Signatários de um manifesto defendem que a Câmara de Coimbra avance em 2027 com a abertura do concurso público para a construção do Centro Cívico do Planalto do Ingote, obra há muito reclamada para aquela zona do concelho.

“Os signatários deste manifesto, cidadãos empenhados no desenvolvimento integral da comunidade, homens e mulheres da cultura, dirigentes desportivos e eleitos autárquicos, apelam à nova Câmara Municipal, na pessoa da sua presidente, Ana Abrunhosa, para incluir no plano e orçamento da Câmara para 2027 a abertura do concurso para construção do Centro Cívico do Planalto”, lê-se no manifesto enviado à agência Lusa e publicado hoje no jornal Diário de Coimbra.

O documento é assinado por diversos agentes culturais da cidade, como a diretora do Teatrão, Isabel Craveiro, o diretor do Jazz ao Centro Clube, José Miguel Pereira, o diretor do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, Carlos Antunes, e o coordenador intermunicipal do Plano Nacional das Artes, António Cerdeira.

 

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Entre os signatários encontram-se também presidentes de três associações de moradores daquela zona da cidade e o presidente da União de Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades, Luís Correia, eleito pela coligação Juntos Somos Coimbra (liderada pelo PSD).

Também assinam o documento quatro deputados municipais do Livre e PAN, eleitos pela coligação Avançar Coimbra, e Jorge Gouveia Monteiro, coordenador do movimento Cidadãos por Coimbra, que integra informalmente aquela coligação que venceu as eleições autárquicas de 2025.

O documento é também assinado por dois antigos presidentes de Câmara do PSD, Carlos Encarnação e João Paulo Barbosa de Melo.

Através do manifestou recorda-se que, em 2004, a Câmara de Coimbra decidiu contratar o projeto do Centro Cívico do Planalto, da autoria do arquiteto Carrilho da Graça, momento que abriu “uma janela de esperança”, considerando-se que hoje o município tem “tudo o que é necessário” para avançar com o projeto, volvidos mais de 20 anos.

Os signatários salientam que milhares de pessoas que moram nas periferias de Coimbra têm um acesso mais dificultado à cultura e à prática desportiva e recordam um estudo desenvolvido pelo Centro de Estudos Sociais para a autarquia que concluía que os habitantes das freguesias não centrais declaravam metade da frequência de espaços culturais em comparação com os que habitam no centro da cidade.

Em abril, a Assembleia Municipal de Coimbra aprovou, com uma maioria de abstenções, uma moção da CDU que defendia a concretização do projeto Centro Cívico e Cultural do Planalto do Ingote e Monte Formoso.

A proposta foi aprovada com 23 votos a favor (CDU, PSD, Chega, Nós, Cidadãos!, Livre, Bloco e PPM), 27 abstenções (PS, CDS-PP, PAN e IL) e um voto contra da bancada socialista, que lidera a Assembleia Municipal e a Câmara de Coimbra.

Através da moção defendia-se a criação de um espaço “digno para a realização de atividades culturais e recreativas”, reafirmando-se a urgência da construção.

O documento aprovado recomendava ainda ao município que avançasse com um calendário concreto “para a sua estruturação e construção” e a avançar com os procedimentos necessários para “a concretização deste equipamento”.

Na Assembleia Municipal, o deputado do PS Luís Silva anunciou inicialmente um voto contra o projeto, mas posteriormente deu nota de um recuo da bancada socialista, após apelo lançado por Ana Abrunhosa face à componente simbólica da moção.

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