Região Metropolitana de Coimbra

Região de Coimbra investe 2,6 ME para proteger linhas de água de espécie invasora

24 de setembro de 2026 às 19 h24
Projeto Life Ludwigia, apresentado esta tarde em Góis | Fotografia: Região Metropolitana de Coimbra

A Região Metropolitana de Coimbra (RMC) vai investir 2,6 milhões de euros (ME) nos próximos cinco anos para proteger os rios, ribeiros e linhas de água que atravessam os seus 19 municípios da espécie invasora ‘ludwigia’.

O projeto Life Ludwigia, apresentado esta tarde em Góis, no interior do distrito de Coimbra, pretende prevenir, detetar e controlar aquela espécie invasora, restaurando os habitats afetados, sendo financiado pela União Europeia em 1,56 ME e o restante pelos municípios.

A presidente da RMC, Helena Teodósio, sublinhou que “o projeto enfatiza a importância da antecipação, conhecimento, cooperação e ação, em vez de apenas reagir aos problemas ambientais”.

“Podemos limitar-nos a reagir quando os problemas aparecem ou podemos antecipar, conhecer, cooperar e agir. É esta segunda opção que estamos hoje aqui a assumir”, reforçou.

A dirigente, que preside também ao município de Cantanhede, salientou que, durante os próximos cincos anos, o território terá ciência, tecnologia e equipas no terreno.

“Os rios Mondego, Ceira, Alva e tantos outros cursos de água [da região] não são apenas elementos da nossa paisagem, são biodiversidade, são economia, são lazer, são agricultura, memória, qualidade de vida e também uma herança que temos a responsabilidade de entregar às próximas gerações”, frisou Helena Teodósio.

O projeto liderado pela RMC envolve a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), a Universidade de Coimbra (UC), a Universidade Politécnica de Coimbra (UPC) e uma entidade espanhola.

De acordo com Hélia Marchante, da UPC, neste momento a planta invasora ‘ludwigia’ já foi identificada em quatro municípios da região – Figueira da Foz, Montemor-o-Velho, Arganil e Tábua.

A investigadora salientou que aquela espécie se “disfarça de várias formas” e é altamente infestante, aparecendo tanto no leito dos rios e ribeiras como nas margens, causando impactos “muito negativos” nos usos recreativos e náuticos.

“Este projeto nasce de uma estratégia [ambiental] de longo prazo que iniciámos há quase 10 anos e é o único português aprovado no âmbito da convocatória do Life 2025, no domínio da natureza e biodiversidade”, salientou o diretor-executivo da RMC.

Segundo Jorge Brito, o projeto vai ter três equipas territoriais em permanência, com bases instaladas em Soure, Lousã e Tábua, além de três unidades de biossegurança e um viveiro de flora nativa, em Montemor-o-Velho.

A ‘ludwigia’ é uma planta aquática, enraizada debaixo de água, emergente, com rizomas e caules eretos, folhas estreitas e compridas e grandes flores amarelas, que integra a Lista Nacional de Espécies Invasoras.

A Região Metropolitana de Coimbra, formalmente identificada por Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, integra os municípios de Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares, do distrito de Coimbra, Mealhada (Aveiro) e Mortágua (Viseu).

Deixe o seu Comentário

O seu email não vai ser publicado. Os requisitos obrigatórios estão identificados com (*).


Últimas

Região Metropolitana de Coimbra