Património prepara fusão de classificações em antigo convento de Montemor-o-Velho
O antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos, em Montemor-o-Velho foi fundado em 1494 | Fotografia: DR
O Património Cultural, Instituto Público abriu um procedimento para a fusão das classificações da Igreja de Nossa Senhora dos Anjos, compreendendo o túmulo de Diogo de Azambuja, o claustro anexo, e a sua ampliação, em Montemor-o-Velho.
“Foi determinada a abertura do procedimento de fusão das classificações da Igreja de Nossa Senhora dos Anjos, compreendendo o túmulo de Diogo de Azambuja, classificada como monumento nacional, e do claustro anexo, classificado como monumento nacional, e de ampliação, de forma a abranger as restantes dependências do conjunto monástico, com a consequente alteração da designação para Mosteiro de Nossa Senhora dos Anjos”, explica o anúncio publicado hoje em Diário da República.
O antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos, em Montemor-o-Velho, foi fundado em 1494 pelos Frades Eremitas Calçados de Santo Agostinho, com o apoio do fidalgo local Diogo de Azambuja, que, segundo o município de Montemor-o-Velho, “não só patrocinou a construção da capela-mor, concluída em 1511, como também fez avultadas doações ao Convento”.
Nascido em Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, em 1432, Diogo de Azambuja foi Cavaleiro da Ordem de Avis e serviu o infante D. Pedro e os D. Afonso V, D. João II e D. Manuel I, tendo falecido em 1518.
O templo foi construído ao longo dos séculos XVI e XVII. Da edificação original, subsiste a capela-mor, de estrutura manuelina.