O centro de congressos é uma boa notícia?
Claro que o Centro de Congressos é uma boa notícia, mas temo que não passe de uma boa intenção.
Há vários anos que se fala da necessidade de um equipamento deste género, sobretudo depois das duas edições da FIMAR e sempre em períodos eleitorais.
Ainda há cerca de 20 anos foi prometido um Centro de Congressos na zona da Borloteira, cujo anteprojecto foi concebido por um arquitecto famoso que foi pago pelo presidente seguinte, sem sequer sair do estirador.
Um pavilhão multiusos que sirva a população no que respeita a actividades económicas, desportivas, culturais e recreativas, permite também a realização de congressos, como acontece noutras cidades de dimensão semelhante.
Olhe-se para aqui ao lado – e já não falo de Coimbra que tem um excelente Centro de Congressos – mas olhe-se para Cantanhede e Pombal, cidades de menor dimensão que rivalizam com cidades de maior envergadura.
Um Centro de Congressos/Multiusos permite atenuar a sazonalidade do turismo, pois pode funcionar perfeitamente no inverno, em dias de chuva, frio e vento. Mas a Figueira da Foz tem esse defeito. Tem a mania de pensar muito e de pouco fazer. Na segunda metade do sec XIX não era assim. A cidade vibrava de iniciativas e de projectos.
Relembro aos mais distraídos que nos anos 80, foi garantido por lei, que a cidade iria ter “um complexo polivalente, vulgo Pavilhão de Congressos, incluindo duas salas de espectáculos de 1.400 e 400 lugares (cf alínea a) do artº 1º do Decreto Regulamentar nº 81/80 de 17 de Dezembro). Talvez agora se faça, 46 anos depois!
