O campus está a superar as expectativas?
A história da relação da Figueira da Foz com o Ensino Superior atravessa gerações.
Em meados do século passado, a Sociedade Figueira Praia adquiriu o Hotel Internacional (hoje B&B) para aí se instalar uma Escola Hoteleira. Foi parar a Coimbra, ainda hoje não se sabe como.
Mais tarde vieram a Universidade Internacional e a Católica. A Internacional viu o seu alvará cancelado por ilegalidades e a Católica encerrou.
Muitas e variadas vezes foi a Universidade de Coimbra desafiada a abrir um pólo na Figueira da Foz. No entretanto, Aveiro crescia e consolidava-se e o Politécnico de Leiria abria pólos em Peniche e Caldas da Rainha, diversificando a oferta formativa de qualidade. Qualidade, aliás, reconhecida, e que recentemente mereceu a sua passagem a Universidade do Oeste.
Estrategicamente, talvez a nossa cidade tenha cometido o erro de esperar tantos anos por Coimbra, quando Aveiro e Leiria estavam disponíveis e interessados em avançar.
Mas a história é o que é e não vale a pena chorar sobre o leite derramado.
Temos um Campus, licenciaturas, mestrados e futuramente doutoramentos.
Poucos alunos?
Pouca oferta formativa?
Pouca interação com a sociedade civil local?
Talvez um pouco de tudo isto. O nível das expectativas varia consoante o que cada um de nós antevia, estando abaixo do esperado. Mas é melhor ter Ensino Superior do que nada ter.
Se há algo de que a Universidade de Coimbra não se pode queixar é do apoio da Autarquia e dos munícipes. Esperemos que a Universidade esteja à altura desse apoio.
Sim, porque, mesmo lentamente, o caminho faz-se caminhando!