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Uma tenda gigante com centenas de lugares à mesa foi montada no recito habitual da Poiartes. Foto: Pedro Filipe Ramos
Servir o maior número possível de doses de Chanfana – confecionadas nos tradicionais caçoilos de barro preto certificados com a marca “Barro Preto de Olho Marinho” – foi o objetivo da “Operação Chanfana”, que a respetiva Confraria de Vila Nova de Poiares promoveu ao longo do dia de ontem. Filas de milhares de visitantes começaram por volta das 10H30, com as portas a abrirem entre as 11H00 às 18H00.
Gratuita e aberta ao público, a iniciativa atraiu visitantes de diferentes pontos do país, para “celebrar a gastronomia, a tradição e o património cultural associado à chanfana”, destaca a confrade-mor Madalena Carrito.
Dionísio Costa, de 66 anos, viajou com a mulher, desde Tondela, num passeio que também incluiu uma refeição de chanfana, acompanhada de pão, broa e vinho, embora neste último caso pagando o valor do consumo.
Disse que “o sabor está muito bom, mas a dose servida, para mim, foi aperitivo”. Embora soubesse que, para repetir, teria de voltar para o fim da fila – que, às 13H00, tinha uma hora de espera – garantiu que iria voltar a servir-se. Isabel Santos, de 44 anos, integrava um grupo de amigos de Ílhavo e mostrou-se satisfeita pela iniciativa, destacando “que a organização teve uma boa ideia, que funciona como boa publicidade para todo o país, com muita gente a falar disto”.
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