Coimbra

Melhorar a classificação do centro de investigação é objetivo do ISCAC

22 de julho de 2026 às 08 h00
Alexandre Gomes da Silva tomou posse na sexta-feira | Fotografia: Ana Catarina Ferreira

No início do novo mandato à frente do ISCAC, Alexandre Gomes da Silva define como “ambição estratégica” melhorar a classificação do centro de investigação. O reforço da influência no tecido empresarial e institucional é também prioridade.

Qual o principal desafio para os próximos quatro anos?
O ISCAC entra neste novo mandato numa posição de grande solidez. Temos uma escola financeiramente sustentável, uma oferta formativa profundamente renovada e acreditada pelo período máximo, um corpo docente cada vez mais qualificado e uma crescente afirmação na investigação, na internacionalização e na ligação às empresas. O grande desafio dos próximos quatro anos é transformar essa consolidação em maior impacto.

Queremos reforçar a nossa influência no tecido empresarial e institucional, aumentar a capacidade de produzir conhecimento útil para as organizações e preparar os nossos estudantes para um mercado de trabalho em rápida transformação.

A classificação do centro de investigação com a nota “muito bom” é uma necessidade?
É, acima de tudo, uma ambição estratégica. O ISCAC sempre privilegiou uma investigação próxima das empresas, das organizações e da sociedade. Os atuais modelos de avaliação privilegiam a investigação fundamental, mas isso não diminui a importância da investigação aplicada desenvolvida nas escolas de negócios.

Uma classificação de “Muito Bom” ou “Excelente” permitirá reforçar significativamente a capacidade de captar financiamento competitivo, atrair investigadores, estabelecer novas redes internacionais e desenvolver projetos de maior dimensão com empresas, municípios e instituições públicas. Mais do que um objetivo académico, trata-se de aumentar a capacidade de gerar impacto económico e social.

Qual a percentagem do número de docentes da escola que é doutorado?
O ISCAC tem vindo a investir de forma consistente nesse domínio. Hoje dispomos de um corpo docente altamente qualificado, com uma percentagem muito significativa de doutorados, cerca de 63%. Mas seria um erro reduzir a qualidade de uma escola apenas ao número de doutorados. Numa Business School, o conhecimento científico deve caminhar lado a lado com a experiência profissional.

Os nossos estudantes beneficiam muito de aprender com docentes que investigam, mas também com profissionais que conhecem profundamente a realidade das empresas.

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