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“Só é derrotado quem desiste de lutar!”. Foi esta a frase escolhida por Tomás Alves, numa publicação nas redes sociais, para resumir aquele é dos momentos mais difíceis da sua ligação ao futebol. Aos 24 anos, o jogador do União FC, que disputa a Divisão de Elite da Associação de Futebol de Coimbra, sofreu, durante um treino na pré-época, uma rotura do ligamento cruzado anterior, que segundo o próprio, “foi a minha primeira lesão grave, o que dificulta ainda mais lidar com a mesma”.
Uma lesão que o impediu de se estrear, no último fim-de-semana, como os seus companheiros, para a nova temporada.
Ao DIÁRIO AS BEIRAS, Tomás recorda o momento da lesão: “ao fazer a rotação do corpo senti um estalo no joelho e prontamente perdi as forças. Nesse instante, fiquei com mil e um pensamentos na cabeça, mas tentei sempre agarrar-me a uma pequena possibilidade de não ser algo grave”.
Infelizmente para o jovem jogador, as piores suspeitas confirmaram-se: “Quando recebi o resultado da ressonância magnética, veio a tristeza de saber que ficaria afastado durante vários meses daquilo que tanto amo: o futebol”.
Operado com sucesso esta terça-feira, o jovem atleta do clube de Gavinhos, no concelho de Penacova, inicia agora uma exigente e longa recuperação. “Como em qualquer percalço, é sempre bom estarmos rodeados de quem nos quer bem”, afirma Tomás, referindo que “a família é o meu braço direito e sei que tudo farão para me auxiliar em tudo”.
A lutar por fora
A cumprir a sexta época ao serviço do União FC, o avançado garante que, mesmo afastado dos relvados, se mantém ligado ao grupo e acredita que os colegas continuarão a lutar dentro de campo enquanto enfrenta a recuperação. “Enquanto eu luto fora do campo, eles sei que irão lutar pelas batalhas dentro dele”, sublinha.
Esta experiência, segundo Tomás Alves, deixará ensinamentos que vão para além do futebol. “Espero que me ensine a ser mais resiliente e a superar-me dia após dia, enquanto pessoa, a ser mais humano e atencioso”, confessa.
Embora o regresso ainda está longe, o jovem ponta de lança tem o desejo de que o “regresso fosse feito em casa, para poder sentir o apoio de todos: colegas, equipa técnica e adeptos. Seria, sem dúvida, o momento mais feliz desta trajetória”.
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