Futebol de Praia: Buarcos aponta à FPF
Pedro Charana, presidente da AD Buarcos 2017 | Foto Pedro Agostinho Cruz
Dirigente sublinha que “em qualquer país do mundo basta o passaporte” para inscrever atletas estrangeiros. O visto de tipo D já estava na lista de documentos obrigatórios desde 2018 mas nunca foi exigido
Poucas horas depois do anúncio oficial de desistir da participação na Elite, o presidente da AD Buarcos 2017 teceu, ao DIÁRIO AS BEIRAS, duras críticas à atuação da Federação Portuguesa de Futebol e garante que houve decisões diferentes em casos semelhantes na inscrição de atletas estrangeiros.
A exigência consta da tabela de Documentos Obrigatórios para Inscrição da Federação Portuguesa de Futebol desde a época 2018/2019. Mas, “até esta época bastou sempre o passaporte”. O Visto de Estada Temporária (visto tipo D) já tinha tipo impacto determinante nas competições de basquetebol, dificultando a entrada de atletas, por exemplo, americanos, para jogar em Portugal. Agora é o futebol de praia a sofrer as consequências, desde logo com a desistência do vice-campeão nacional da época passada: o Buarcos.
O presidente do clube, Pedro Charana, revela que só “a 19 de março, num whorkshop na FPF, alguém levantou esta questão do visto tipo D”. Um processo que, “após aprovação” na Agência para a Integração Migrações e Asilo “leva entre 60 a 90 dias para ser emitido”. Ou seja, nunca estaria pronto, mesmo que fosse pedido a 19 de março, a tempo de os estrangeiros disputarem as competições nacionais esta época.
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