Figueira da Foz: António Jesus retracta-se em relação aos beneficiários do RSI
DB/Foto de Jot'Alves
O presidente da mesa da Assembleia de Freguesia de Maiorca (AFM) e coordenador local do PS, António Jesus, afirmou, numa sessão extraordinária daquele órgão autárquico dedicada à construção de habitação com rendas acessíveis na Casa da Praça, destinadas à classe média, que não quer em Maiorca pessoas do Rendimento Social de Inserção (RSI).
No final daquela sessão, realizada em setembro, António Jesus, defendeu: “Queremos cá boas pessoas, não queremos que pessoas que tenham o Rendimento Social de Inserção (RSI) venham para cá viver”.
Entretanto, indagado pelo DIÁRIO AS BEIRAS se mantinha as afirmações, António Jesus retractou-se. “Provavelmente, não era isso que pretendia dizer. Não foi com a intenção de ofender as pessoas que têm esses apoios sociais”, afirmou.
“Sou a favor da construção de novas habitações. O espaço permite construir essas habitações. Vai aumentar o número de residentes no centro histórico da vila. Sou totalmente a favor do aproveitamento da Casa da Praça. E por que não também no edifício ao lado, da Associação Fernão Mendes Pinto?”, acrescentou.
As habitações, na Casa da Praça e no logradouro, num total de 15 apartamentos, serão construídas pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), investindo mais de dois milhões de euros, financiados, a 100%, pelo Plano de Recuperação e Resiliência.
Numa sessão extraordinária posterior, naquela em que foi enfim aprovada a construção das habitações e a manutenção de uma pastelaria no edifício da Casa da Praça – inicialmente, o IHRU rejeitava manter a atividade comercial no imóvel, mas passou a aceitá-la, na sequência de diligências feitas pelo presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, junto do ministro Miguel Pinto Luz –, António Jesus votou a favor manifestando dúvidas, cuja declaração de voto foi acompanhada por outros dois socialistas na AFM.
O antes e o depois
Contudo, dias depois, António Jesus prestava aquelas declarações, nas quais se retractava e não manifestava a mínima dúvida sobre as vantagens de ser construída habitação com rendas acessíveis em Maiorca. “Não conhecia o regulamento do IHRU. Já o li, e só posso estar 100% a favor”, justificou o autarca e dirigente socialista, ao DIÁRIO AS BEIRAS.
Entretanto, as reações não se fizeram esperar. Dias depois das primeiras afirmações sobre os beneficiários do RSI, a vereadora Glória Pinto afirmou, na reunião de câmara, que não se revia nas declarações do camarada António Jesus, instando a direção da Concelhia do PS a fazer o mesmo, publicamente.
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