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Obra pretende criar melhores condições para os profissionais
A direção-geral da Associação Académica de Coimbra (DG-AAC) e outras nove estruturas representativas dos estudantes contestam a intenção do governo de descongelar as propinas do ensino superior em 2027/2028, defendendo a manutenção do valor máximo nos atuais 697 euros.
Num comunicado conjunto, o Movimento Associativo Estudantil reconhece as necessidades de financiamento das instituições, mas rejeita que o aumento dos encargos dos estudantes seja a resposta para esse problema.
“O ensino superior público é também um investimento coletivo”, defendem os signatários. Esta posição é partilhada por várias estruturas representativas, incluindo as associações académicas de Aveiro, Beira Interior, Évora, Algarve, Minho, Trás-os-Montes e Alto Douro e Madeira, além da Federação Nacional das Associações de Estudantes do Ensino Superior Politécnico (FNAEESP) e da Federação Académica de Lisboa (FAL).
Equidade no acesso
A FNAEESP, com sede em Coimbra, manifestou igualmente preocupação com a proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), que prevê atualizar o valor máximo das propinas das licenciaturas e dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) à inflação. A federação alerta para o peso crescente das despesas com alojamento, alimentação, transportes e materiais escolares nos orçamentos das famílias.
A organização considera que “indexar as propinas à inflação cria um mecanismo de subida automática e pode comprometer a equidade no acesso ao ensino superior”. Para a FNAEESP, o impacto poderá ser particularmente relevante nos CTeSP, que têm registado um aumento de estudantes e funcionam como uma das portas de entrada no ensino superior politécnico.
A federação critica ainda a previsão de um corte de 7,6% no financiamento do Ensino Superior, Ciência e Inovação, considerando contraditório reduzir o investimento público e aumentar os encargos das famílias. Por isso, apela à Assembleia da República para que mantenha o congelamento das propinas e ao Governo para que reverta o corte orçamental previsto.
A proposta do OE2027 estabelece que, no ano letivo de 2027/2028, o limite máximo das propinas nas licenciaturas e nos CTeSP corresponda aos atuais 697 euros, acrescidos da variação média anual da inflação, sem habitação, registada em 2026.
As propinas estão congeladas desde 2020/2021.
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