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Coimbra: São bonitos os 100 anos de Filomena

01 de abril de 2025 às 06 h48
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Nas paredes desta casa não faltam molduras que guardam momentos com aqueles que Filomena foi acolhendo no seu colo. E não foram poucos. Em 100 anos – que celebra hoje –, esta mulher nunca negou cuidar de quem foi passando pela sua vida: além dos oito filhos – e de uma menina que tratou como se fosse sua – tratou dos netos, dos pais, dos irmãos… Não é, por isso, de estranhar que hoje (como quase todos os dias) a casa se encha de gente.

Nascida em Soutelo, na Lousã, viveu com uma avó até aos nove anos. Ainda concluiu a 2.ª classe da escola primária, mas mal teve corpo para trabalhar, começou a ajudar o pai nas lides do campo e chegou a guardar gado para uma senhora da terra.

Mais tarde, num tempo e num país onde tantas mulheres não puderam ser meninas, Filomena foi “servir” numa casa em Coimbra.

“Tinha 10 ou 11 anos e lembro-me que, nas primeiras vezes que saía à rua, agarrava-me à saia da senhora porque tinha medo de ver tanta gente e de me perder”, conta.

Até conhecer o homem com que viria a casar, Filomena Fernandes ainda serviu outras famílias – cuidou de casas que não eram suas e embalou filhos que não eram seus.

Tinha 32 anos quando casou com Hermínio, um alfaiate, e de quem teve oito filhos: sete meninas e um menino.

Pode ler a notícia completa na edição impressa do dia 1/04/2025 do DIÁRIO AS BEIRAS

Autoria de:

Patrícia Cruz Almeida

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