Coimbra

Até os licenciados revelam falta de literacia financeira

30 de outubro de 2026 às 08 h14
Beatriz Nunes, Guilherme Oliveira e Beatriz Silva estiveram, ontem, nas duas primeiras sessões. Foto: António Rosado

A falta de literacia financeira – em questões tão básicas como preencher o IRS, saber o que são juros, ou o que é uma conta-poupança – é uma realidade em Portugal entre as novas gerações, mesmo entre recém-diplomados do Ensino Superior.
A constatação é feita por três alunos de mestrado do curso de Gestão da Faculdade de Economia de Coimbra que, ontem, deram início a um ciclo de sessões sobre poupança, a decorrer, ainda durante o dia de hoje, em oito escolas (dos vários ciclos) de Coimbra e da região.

Noções de gestão
e hábitos de poupança
Os três estudantes do 1.º ano de mestrado fizeram uma sessão na Escola Secundária D. Dinis, na Estrada de Eiras, onde transmitiram aos colegas mais novos conceitos de gestão de dinheiro, enquadramento de noções básicas de economia e finanças, tomada de decisões de consumo responsáveis e a importância do planeamento financeiro ao longo da vida.
A iniciativa – que decorre ainda durante o dia de hoje –, integra o projeto “Educar para a Cidadania: Poupar, um Compromisso com o Futuro”, promovido pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, para assinalar o Dia Mundial da Poupança que se celebra amanhã.

Colegas licenciados não sabem muitos dos conceitos
O estudante de mestrado Guilherme Oliveira disse ao DIÁRIO AS BEIRAS que “a literacia financeira é um problema para estas novas gerações, mesmo para os colegas já licenciados de outros cursos; e até para nós, do mestrado em Gestão, porque ainda não nos sentimos completamente preparados para o futuro, por exemplo para os mercados financeiros”.
Na sua perspetiva, “os colegas de outras faculdades em Coimbra mostram não ter a noção de conceitos que são necessários para o resto da vida deles”
A colega Beatriz Silva – que também participou nas sessões que tiveram lugar na Escola Secundária D. Dinis – acrescentou que, no seu caso pessoal, a escolha do curso de gestão, “não foi para saber mais sobre mercados financeiros, mas sim pela parte prática da vida, que é poder seguir uma carreira com melhores salários do que a média”.

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