Ai a IA
Falar de IA não é fácil nestes dias. A Inteligência Artificial (IA) é uma estrutura de performance, velocidade, correlação e interpretação sobre data. Na IA o arquivo é entregue, depositado, colocado ao dispor e depois, algoritmos matemáticos sofisticados relacionam a informação. Data é a compilação, a construção de arquivos de informação. A data science foi o passo seguinte. Com ela encontramos relações entre os dados arquivados (Data).
Em 1965 Gordon Moore definiu que cada 2 anos o sistema de suporte informático melhorava cem por cento. Tinha razão, a informática, onde se constrói a IA, foi evoluindo a um ritmo avassalador. Os custos do material desceram, a velocidade de reação aumentou, a capacidade de armazenar informação espantou, a transversalidade democratizou o uso pela introdução tecnológica nos telemóveis. Tudo isto tornou as matérias-primas de que precisamos para os condutores, os meios de processar a informação, num território de poder. A energia que é necessária para os grandes sistemas informáticos converteu-se noutra obsessão. Como gerar a energia toda que esta tecnologia consome?
A IA e a aprendizagem automática (machine learning) brotam de sistemas obsoletos, regulados por regras, mecanismos de correspondências, reconhecimento de padrões, usando cadeias de deduções. Tudo muda em Novembro de 2022 quando se apresenta Chat Generative Pretrained Transformer (ChatGPT) onde as máquinas podem de modo linguístico interagir com humanos. Os chatbots iniciais já existiam no MIT – Massachucetts Institute of Technology (O ELISA foi desenvolvido em 1964 por J. Weizenbaum) mas carregavam alucinações, tinham falhas que precediam as necessidades de mais algoritmos, mais capacidade matemática de conduzir a máquina a uma interpretação intelectualmente compreensível e coerente. Em Janeiro de 2024 o dossier da Vanguardia escalpeliza todos os problemas da IA.
O tempo ultrapassou as suas interrogações. Em 2027 vamos estar noutra dimensão da relação humana com as máquinas e o conhecimento. Surgem agora os que querem regular a evolução da disrupção total. Só se consegue regular o conhecimento, criar fronteira de liberdade, impedir fluxos de investigação em ditaduras ferozes. Para as construir usam-se mecanismos primários como o medo. Do medo avançamos para as regulações, em vez da observação de resultados e punição das opções danosas.
Regular a evolução é impedir caminhos. O Estado, neste momento, deve pensar na estrutura mais primária que suporta o cordão umbilical da IA. A energia, os metais raros, as pessoas que constroem algoritmos e sistemas de linguagem interpretativa entre máquinas e pessoas. A lei tem de estar do lado dos direitos humanos e não sair dessa matriz. A evolução é sempre disruptiva, como quando os carros passaram a matar os seus utilizadores, a obrigar a estradas descomunais, a alterar a natureza com túneis e pontes. O custo da evolução tem mortalidade e morbilidade. Avalia-se, castiga-se, criam-se códigos para balizar a utilização, mas avança-se.
