Greve da função pública afeta os setores da educação e saúde em Coimbra
A Escola Básica de São Bartolomeu, na Baixa de Coimbra, é uma das que está de portas fechadas. Foto: António Rosado
Os setores da educação e saúde estão a ser os mais afetados pela greve de hoje dos trabalhadores da administração pública, convocada pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Serviços e de Entidades com Fins Públicos (STTS).
Ainda sem dados de grande parte das instituições públicas sobre a forma como a paralisação está a condicionar o funcionamento dos serviços, é a direção do sindicato que avança com uma estimativa adesão de cerca de 60% dos trabalhadores beste dois setores.
“Muitas escolas e alguns centros de saúde estão fechados e há consultas adiadas por todo o país, incluindo as ilhas”, disse o presidente do STTS, Mário Rui.
Em Coimbra há várias escolas encerradas, como são os casos da EB23 Alice Gouveia, sede de agrupamento, embora outros estabelecimentos do mesmo agrupamento estejam de portas abertas. Já no Agrupamento de Coimbra Centro, a Escola Jaime Cortesão, sede de agrupamento, está a funcionar, mas a Escola Básica de São Bartolomeu está encerrada para os alunos.
Ainda de acordo com o sindicato, “nas Unidades Locais de Saúde (ULS) estão a ser cumpridos os serviços mínimos, bem como os tratamentos de Quimioterapia, Imunoterapia, Hemodiálise e serviços de Dádiva de Sangue”.
Entre as principais reivindicações deste sindicato está “a instituição em concreto do Cartão Refeição na Administração Pública através de negociação em Acordo Coletivo de Empregador Público (ACEP), para o valor diário de 10,20 euros, livre de imposto”.
O STTS defende ainda uma revisão do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP).

