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Matobra celebra 60 anos e quer que as prendas ajudem a Pedrinhas

30 de outubro de 2026 às 08 h00
DB-Pedro Filipe Ramos

Empresa de Coimbra assinala seis décadas de vida com a realização da 5.ª edição das “Cadeiras do Curso de Vida Matobra”. Num ano histórico, com perspetiva de crescimento de 15% e faturação superior a 15 milhões de euros, o diretor-geral da Matobra, José Guilherme Martins, abordou o crescimento sustentado da empresa e os desafios que se avizinham. Iniciativa solidária vai ajudar o Pedrinhas Natur, projeto da Cooperativa Pedrinhas

Em 2026 a Matobra celebra 60 anos. Como tem sido o crescimento da empresa?
A Matobra, felizmente, vem num percurso de crescimento sustentável. Preparamo-nos para, em 2026, fazer o melhor ano sempre da Matobra, com valores que vão, finalmente, ultrapassar o ano de 2007, até à data o melhor ano sempre.
Tem sido um crescimento sempre acima do crescimento do mercado, muito assente naquilo que são os valores da Matobra, passos seguros e certos, mantendo sempre uma equipa muito estável e estruturada e trabalhando de forma muito próxima, tanto com os nossos clientes como com os nossos fornecedores. Tem sido esse o segredo para, este ano, ultrapassarmos os 15 milhões de euros de faturação, que são números, para a nossa realidade, muito interessantes.

O facto de ser uma empresa com forte cunho familiar é uma mais-valia na abordagem ao mercado?
É, porque nos momentos de dificuldade, o facto de ser uma empresa familiar traz confiança. Mesmo para a estrutura da Matobra, isso permite não trabalharmos só com o racional, mas, muito, com o emocional. Isso leva-nos, às vezes, a fazer sacrifícios. Ainda agora, a palavra sacrifícios esteve na moda, por causa da crise da habitação. Estamos habituados a fazer sacrifícios e a trabalharmos na base do sacrifício. Por sermos uma empresa familiar, sentimos as dores de outra forma, porque não nos esquecemos de 60 anos de história, do meu avô que começou com a empresa e de todos os que aqui passaram.
Por sermos uma empresa familiar, e de pequena dimensão, somos 52 pessoas, isso também nos leva a ter uma relação muito próxima com a nossa equipa, temos muitas pessoas com muitos anos de casa, em que os laços já ultrapassam a mera relação de entidade patronal e trabalhador, para ser uma relação, também, familiar. Há uma relação muito próxima com a nossa equipa e isso também nos ajuda nos momentos de dificuldade. Portanto, o sermos uma empresa familiar, tem-nos ajudado a crescer e nos anos em que não crescemos, a aguentar o barco.

 

“O sermos uma empresa familiar, tem-nos ajudado a crescer e, nos anos em que não crescemos, a aguentar o barco”

Quais são os pontos de destaque nas comemorações deste 60.º aniversário?
É trabalhar. Acreditamos que as empresas não têm metas, porque a meta implica sempre uma paragem, portanto, os 60 anos não são uma meta, são um ponto importante na subida que fazemos e a nossa comemoração é o leilão das cadeiras da Matobra e a exposição das cadeiras do Curso de Vida da Matobra. Temos momentos em que assinalamos com a nossa equipa, com os nossos clientes, mas o grande marco é claramente a exposição das cadeiras e o leilão.

Como é que o mercado tem reagido às várias soluções disponibilizadas pela Matobra?
O mercado tem reagido bem aos passos e às movimentações da Matobra, principalmente porque nós nos mantemos muito fiéis à máxima que o meu avô nos deixou: “amigos, amigos, negócios incluídos”. Essa é a máxima da Matobra. Mesmo os passos que damos, de novos segmentos e novos produtos, fazemos sempre isso auscultando os nossos clientes e aquilo que é preciso.
A Matobra tem-se esforçado para não ser só uma empresa que vende materiais de construção, mas ser uma empresa que traz soluções e tranquilidade para as obras. Esse é o nosso objetivo e propósito e julgo que o temos conseguido fazer, prova disso é o nosso crescimento. Temos mexido, temo-nos movimentado para novos segmentos de mercado, mas sempre auscultando os nossos clientes e trabalhando de forma muito próxima com eles. Tem sido essa a chave para esse crescimento.

O contexto atual, marcado por guerras e inflação, colocou desafios adicionais à empresa?
Têm sido tempos exigentes. A verdade é que, há uns anos, era possível fazer planos a médio e longo prazo. Planos a cinco ou dez anos eram uma coisa normal de se fazer. Isso hoje não existe, é impossível.
Estou na Matobra há 10 anos, tivemos a Covid-19, tivemos guerra na Europa, tivemos crise de inflação como não tínhamos há muitos anos, crise de transportes. O nosso segredo e a nossa preocupação é sermos ágeis. Neste momento, a Matobra é uma empresa ágil para conseguir responder às exigências e às dificuldades do mercado.
Acreditamos que a pior decisão é a não decisão. Com todas as movimentações que existem, a Matobra, neste momento, tem uma equipa dinâmica para reagir rapidamente e conseguir adaptar-se aos diferentes tempos que vivemos.

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