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Canoísta Fernando Pimenta alerta para a importância de pedir ajuda psicológica

28 de outubro de 2026 às 20 h00
Fotografia: Fernando Pimenta Facebook

O canoísta olímpico português Fernando Pimenta alertou hoje para a importância de não ter medo de pedir ajuda para salvaguardar a saúde mental, seja no desporto, ou em outra profissão, principalmente nas que estão sujeitas a maior pressão.

“Ainda hoje estou frustrado e triste porque sei que tinha todas as condições para ter trazido o ouro [na final de K1 1.000 metros dos Jogos Olímpicos Paris2024] e por dois erros que cometi na regata, não trouxe. A minha mulher já não me podia ouvir e liguei à minha psicóloga, que me disse para me focar na próxima competição”, admitiu Fernando Pimenta.

O atleta falava do decorrer de uma conversa na quarta edição do S4 – Congresso Internacional Safety, Security, Service at Sports Events (proteção, segurança, e acolhimento em eventos desportivos, tradução livre), que termina hoje em Viseu, organizado pela Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência o Desporto (APCVD).

 

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E, perante uma plateia com dezenas de elementos de segurança – Polícia de Segurança Pública (PSP) e Guarda Nacional Republicana (GNR) –, afirmou que, “quem está sujeito a uma grande pressão, principalmente em determinados momentos, deve procurar ajuda psicológica sem medo”.

“Quando tenho uma prova marcada ninguém me pergunta se estou bem, se estou doente ou se me morreu alguém. Estás bem, vais. Não estás bem, vais”, relatou.

O atleta olímpico deixou ainda o aviso da “necessidade de tempo de recolhimento sozinho, para ajudar no bem estar mental”, seja antes ou depois da prova, ou em outros momentos que sejam necessários.

“As vezes, temos de criar uma bolha e viver nela durante determinado tempo, como por exemplo durante uma competição, para não nos deixarmos afetar por algo que aconteça na nossa família, por exemplo”, indicou.

Questionado sobre o fim da carreira na alta competição, Fernando Pimenta admitiu que já pensou nisso, mas “ainda nada está definido, porque se tivesse parado em Paris, como muita gente sugeriu, não teria conquistado os títulos mundiais” que se seguiram.

Ainda assim, deixou claro que, depois de deixar a alta competição, “gostaria de contribuir de uma forma muito direta no desenvolvimento do desporto no país”, não só na canoagem, mas “no desporto no geral”.

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