“Estamos a construir uma ULS mais moderna, mais integrada e tecnologicamente mais avançada”
Francisco Maio Matos lidera a ULS de Coimbra | Fotografia: DB-Ana Catarina Ferreira
Francisco Maio Matos assume a liderança da ULS de Coimbra com um diagnóstico claro: listas de espera expressivas, escassez de profissionais, infraestruturas a precisar de modernização e um contexto orçamental exigente. Mas é também com determinação que traça o caminho — robótica cirúrgica, transformação digital, uma nova maternidade e a construção do primeiro silo de estacionamento nos HUC ainda este ano. Para o novo presidente do conselho de administração, o objetivo é um só: fazer da ULS de Coimbra uma referência nacional na qualidade, integração de cuidados e inovação académica.
Assume funções numa fase exigente para o SNS. O que o motivou a aceitar este desafio?
Assumo funções movido por um forte sentido de serviço público e pela consciência de que estamos numa fase decisiva para o futuro do SNS. O modelo das ULS exige uma liderança próxima, consistente e orientada para resultados concretos e vejo esta função como uma oportunidade de contribuir ativamente para transformar boas ideias em prática efetiva.
A ULS de Coimbra tem um potencial humano, técnico e científico absolutamente notável, que importa valorizar para alavancar o futuro. Temos uma base sólida para evoluir, inovar e reforçar a integração de cuidados, com impacto real na vida das pessoas.
Com visão, estabilidade e trabalho em equipa, em constante articulação com os nossos parceiros e comunidade, vamos fazer da ULS de Coimbra uma referência na qualidade e integração de cuidados e na inovação académica no SNS.
Quais são os principais desafios herdados?
Herdámos desafios significativos, que exigem resposta consistente. Há uma pressão assistencial muito elevada, listas de espera ainda expressivas e uma exigência permanente sobre a capacidade de resposta dos serviços. Há escassez de profissionais em áreas críticas e um desgaste acumulado das equipas, que requer medidas concretas de valorização, retenção e reorganização do trabalho. Temos infraestruturas a precisar de modernização e, em alguns casos, de uma reestruturação funcional que permita maior eficiência e melhores condições.
A ULS de Coimbra abrange 21 concelhos, o que acrescenta complexidade à gestão e reforça a necessidade de garantir equidade no acesso e proximidade de cuidados. E não podemos ignorar o contexto financeiro exigente, com constrangimentos relevantes no exercício orçamental de 2026, que obriga a uma gestão rigorosa, eficiente e orientada para a sustentabilidade.
| Entrevista completa na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS
