O pavilhão multiusos é o equipamento que falta à cidade?
A construção de um Pavilhão Multiusos na Figueira da Foz não me deixa indiferente e não deveria deixar ninguém.
Há cidades que sonham. Há cidades que atuam. E há as que, durante décadas, se resignam a aceitar desculpas: “não há dinheiro” ou “não é o momento”. A Figueira viveu demasiado tempo nesta última categoria.
A Figueira tem momentum, tem visão, falta-lhe o palco. A autarquia adquiriu o terreno – 6,5 hectares na Salmanha, com vistas para o Mondego, pagos por 555 mil euros em permuta de terrenos municipais.
Um pavilhão para 3 mil pessoas sentadas ou 12 mil em pé não é luxo, mas infraestrutura com viabilidade económica, considerando uma gestão proativa e com capacidade de atração de eventos. Construí-lo custará 10 e 15 milhões de euros.
Parece muito? Considere-se o custo de oportunidade: cada evento que não acontece na Figueira por falta de espaço é dinheiro que dorme noutra cidade.
A Figueira tem praia, casino, tem o CAE com décadas de retorno cultural provado. O RFM SOMNII enche a cidade no verão. Mas há limitações físicas que impedem grandes eventos corporativos, desportivos, feiras, congressos e espetáculos cobertos de massa.
Falta a peça que transforma sazonalidade em rendimento permanente, a âncora económica, que faz as pessoas escolherem a Figueira para viver, para investir, para regressar.
A inspiração existe: o Fórum de Braga. demonstrou o que um equipamento destes pode fazer por uma cidade de média dimensão. A localização é um trunfo. A procura está identificada.
Mãos-à-obra!
