Opinião: “Microrrede UC supera apagão!”
O Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) – Universidade de Coimbra tem em desenvolvimento desde 2019, uma microrrede eléctrica resiliente, para grandes edifícios ou comunidades de energia, cujo objetivo é o de garantir o fornecimento eléctrico a cargas críticas durante situações extremas ou catastróficas onde haja falha da rede eléctrica pública.
No dia 28 de Abril, aquando do maior apagão registado na história que afectou toda a península Ibérica e parte da Europa, a microrrede resiliente situada no Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores teve o seu baptismo de fogo com condições reais, conseguindo, com sucesso, fornecer electricidade às cargas críticas ao edifício e funcionar autonomamente da rede eléctrica pública.
As microrredes são uma tecnologia que permite ter um sistema eléctrico independente da rede eléctrica inserido numa área geográfica específica e definida, como por exemplo um edifício, bairro ou localidade pequena. São usadas para fornecer electricidade em zonas remotas onde a infraestrutura é fraca ou inexistente, para optimizar eficiência energética, custos e integração de energia renovável e, em casos extremos, garantir o fornecimento de energia eléctrica aos clientes críticos (hospitais, instalações militares, aeroportos, centros informáticos, etc.) por si abrangidos quando a rede eléctrica falha. Os grupos de emergência convencionais com geradores movidos por motores a gasóleo, têm uma autonomia condicionada pelo depósito de combustível e pelo seu custo. A microrredes com energias renováveis permitem aumentar a autonomia em caso de avaria prolongada.
No caso da microrrede presente no ISR-Dep. Eng. Electrotécnica, esta tem como foco a resiliência e está concebida precisamente para fornecer electricidade a cargas críticas (substituindo os geradores de emergência a diesel) durante períodos prolongados de tempo (até 72h). Para isso, tem instalado um sistema fotovoltaico dedicado, dois sistemas de baterias, equipamento de potência especializado para gestão e sincronização de rede, assim como o carregamento bidirecional para veículos eléctricos.
Este último sistema permite alimentar a rede eléctrica local através da energia armazenada em veículos eléctricos o que lhe permite aumentar ainda mais a duração do fornecimento de energia eléctrica, assim como para disponibilizar potência em locais onde a infraestrutura é inexistente ou foi danificada.
Para além disso, a microrrede possui também uma capacidade regenerativa, usando os painéis fotovoltaicos e um sistema de gestão de cargas para recarregar baterias durante o dia, prolongado ainda mais o fornecimento às cargas críticas.”


Muitos parabéns pelo seu trabalho e sucesso na imprevista prova empírica, Sr. Matias Correia. Até lhe perdoamos os desvarios e caprichos com as máscaras por alturas da CoVid-19, bem como quaisquer futuros ditirambos latinizados que venham por alturas da Queima das Fitas Coimbrã. Está por isso, escusado da leitura da Ästhetische Theorie, a propósito do seu devaneio: “Vão contra o preceito da solenidade da capa e batina, logo, destoam negativamente. Tudo o que seja padrões e desenhos são proibidos por evidenciarem um mote estético”.
A Cooperativa de Artistas 🙂