Ecocentro de Cantanhede recolhe 824 toneladas de resíduos para reciclar em cinco meses

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O Ecocentro Municipal de Cantanhede, no distrito de Coimbra, recebeu 824 toneladas de resíduos, entre fevereiro e junho, o que representa um aumento de 18%, em relação ao que estava previsto para um ano.

A Câmara Municipal de Cantanhede inaugurou o Ecocentro Municipal, no mês de fevereiro, estando preparado para receber e separar por tipologia 696,89 toneladas por ano.

“A partir do mês de fevereiro e até junho, inclusive, nós recolhemos 824 toneladas, portanto, nestes meses já ultrapassamos o que estávamos a prever inicialmente”, disse, à agência Lusa, o presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Económico e Social de Cantanhede (Inova), Idalécio Oliveira.

Os resíduos do mês de fevereiro foram acumulados e transferidos para o ecocentro, aquando da sua inauguração, tendo, por isso, sido contabilizados no total daqueles cinco meses.

“Não estávamos a contar [em recolher 824 toneladas nestes meses]. Tínhamos uma previsão diferente, era a previsão que existia no projeto. É um excelente resultado”, frisou.

De acordo com a Inova, o ecocentro municipal recebeu 824 toneladas de resíduos para reciclagem e valorização, em que 335 toneladas foram de resíduos verdes (provenientes da manutenção de jardins, como por exemplo, relva, troncos ou folhas) para biomassa.

“Essa recolha de verdes resulta um pouco da recolha semanal que nós estamos a fazer, porta a porta, todas as semanas”, salientou.

Foram ainda recolhidas, designadamente, 61 toneladas de papel e cartão, 62 toneladas de madeiras velhas e 26 toneladas de metais.

Foi possível recolher 5,3 toneladas de óleos alimentares usados, cuja receita reverte para a Associação Portuguesa de Pais e Amigos Do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) e 33,5 toneladas de equipamentos elétricos e eletrónicos, cuja receita reverte para os Bombeiros Voluntários de Cantanhede.

Já o ecocentro móvel, de janeiro a abril recolheu 3,15 toneladas de resíduos de pequena dimensão.

Idalécio Oliveira, questionado pela Lusa acerca da causa deste aumento, considerou que ele se deve à forma como as pessoas “estão a encarar onde colocam os seus resíduos”, estando a levá-los para o ecocentro.

Outra das razões passa pelo trabalho que tem sido feito pela empresa, através da recolha dos resíduos verdes, semanalmente, e ainda da recolha de resíduos que são colocados fora dos contentores.

Idalécio Oliveira deu ainda nota de que a Inova já ganhou selos de qualidade e prémios de excelência, nesta matéria da recolha de resíduos, o que quer dizer que estes resultados vão “ajudar bastante [a empresa] a voltar a estar nos lugares cimeiros nacionais”.

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