Opinião: COVID-19 Vacinar, Testar, Isolar e Vacinar

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Está na altura de concentrarmos as nossas atividades e recursos em Vacinar, Testar, Isolar e novamente Vacinar, aumentando a percentagem estratégica para “salvar vidas em risco” dos atuais 90% para pelo menos 98%.
Para isso, a vacinação deve abranger já mais pessoas no mais curto espaço de tempo para evitar nova subida das hospitalizações, se tivermos de enfrentar uma nova vaga de contágios.
As pessoas na faixa etária entre os 65 anos e os 79 anos com doenças associadas estão a ser prejudicadas pela falta de vacinas da Pfizer que estão e bem, a ser canalizadas para os idosos acima ou igual a 80 anos.
Todavia, constata-se que temos vacinas da AstraZeneca armazenadas. Urge por isso, fazer como a Alemanha e França, que já alargaram a toma da vacina da AstraZeneca a pessoas acima dos 65 anos, sem limite de idade porque a evidência científica diz-nos que esta vacina confere proteção muito elevada para maiores de 65 anos e é segura.
Também deveríamos alargar ainda mais o período entre a primeira e a segunda toma da vacina da Pfizer de quatro para seis semanas sem comprometer a segurança e a eficácia.
Ao fazê-lo, temos a possibilidade de vacinar com a 1ª. dose dezenas de milhares de pessoas fragilizadas que podem ser hospitalizadas se foram infetadas.
Ainda na vacinação, deve-se acabar com o enorme desperdício de tempo de trabalho para se validarem listas de pessoas a vacinar com patologias diversas e por grupos de profissões. Passar a vacinar por idades como já se faz acima dos 80 anos, iniciando-se no grupo etário dos 79 aos 64 anos e depois de 5 em 5 anos, criando-se mais certezas e transparência no processo de vacinação.
Acabar com o mito de vacinar ou não nas farmácias comunitárias. Vacinar sim nas farmácias ou em qualquer Centro de Vacinação fora de uma Unidade de Saúde, o que já acontece em quase todas as sedes de concelho da Região Centro, desde que reúnam os critérios da DGS, nomeadamente uma rede de frio adequada, médico, enfermeiro, equipamento e medicamentos para atuar em caso de reações anafiláticas e acesso ao E.Vacinas.
Sobre testar, tem-se politicamente (direita e esquerda), incluindo o próprio Governo e muitos investigadores, insistido muito que devemos fazer cada vez mais testes, dando sempre o exemplo de outros países, nomeadamente a Dinamarca.
Ao mesmo tempo desviam-se os olhos de outros países, como por exemplo da Eslováquia, que testa mais do que Portugal e que, desde há mais de um mês, vem testando muito mais do que a Dinamarca, encontrando-se mais confinada e com taxas de incidência mais elevadas.
Será importante fazermos o que é útil, testando devidamente a tempo e horas e isolar, quando se tem sintomas e definir claramente quem deve ser rastreado e com que periodicidade.
Devemos abster-nos de fazer o que é inútil, como rastrear pessoas assintomáticas que já foram vacinadas com duas doses como a DGS recomenda!
Cuidado que o testar por testar, pode levar-nos ao risco de dispersar os limitados recursos que existem, resultando em perda de foco, incompreensão, exaustão e resultados muito insatisfatórios.
Concentremos os nossos recursos e energias em vacinar já mais pessoas, utilizando unicamente o critério idade para que até à 1ª. quinzena de abril todos os nossos cidadãos acima dos 65 anos tenham já sido vacinados com a 1ª. dose, evitando-se novas hospitalizações.

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