Opinião: Cromos repetidos

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Uma velha graçola refere que há pessoas que se riem três vezes da mesma anedota: quando lha contam, quando lha explicam… e quando finalmente a percebem! Na Figueira, desde há alguns anos somos convocados periodicamente para aplaudir as mesmas obras e eventos, e de cada vez que tal acontece parece ficar em muitos a sensação de que… já estão feitas.

De facto, só na mais recente sessão da Assembleia Municipal, a primeira do novo Presidente da Câmara, foram dados passes “tendencialmente gratuitos” aos jovens estudantes do concelho, foram inaugurados a piscina coberta da cidade e o bosque Aventura com 10 mil metros quadrados de zona verde arborizada, a piscina de marés do presidente da Junta de Buarcos, a zona envolvente da Quinta das Olaias…

E como não bastava tanta obra feita, foram plantadas centenas de árvores, o parque verde da cidade foi inaugurado com pompa e circunstância na Várzea de Tavarede e ainda… as refeições escolares voltaram a ser confecionadas nos estabelecimentos de ensino!

Perfeitamente anestesiado com tamanho empreendedorismo, o concelho nem reparou que parte dos serviços públicos afetos à tutela da agricultura e florestas instalados na cidade foi transferida para Montemor-o-Velho, não pergunta o que é feito do Centro de Rendimento para desportos de praia ou do Geoparque do Cabo Mondego, não questiona porque continua a água demasiado cara ou porque o Anel das Artes, essa joia, foi, afinal, suspenso, depois de tantas vezes “inaugurado”…

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