Ninguém “fez nada para ajudar a Ideal”

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Foto Luís Carregã

Foto Luís Carregã

A Ideal, fábrica de têxteis, foi fundada em 1927. Nasceu, então, na Baixa de Coimbra, numa zona privilegiada. A unidade fabril afirmou-se desde logo no panorama da indústria têxtil nacional, contando com uma carteira de clientes de renome nacional e internacional.

No início da década de 90 as dificuldades da empresa começaram a tornar-se visíveis e a 21 de dezembro de 1993 o tribunal acabou por declarar a falência. Os trabalhadores saíram para a rua, desfilaram pela avenida Emídio Navarro e lançaram ao rio Mondego um caixão – uma caixa feita com cartolina preta e as flores que cada trabalhador levou, recorda Rosa Rodrigues, antiga funcionária da Ideal. A ação de protesto simbolizou “o funeral” da empresa.

Pouco tempo depois, o que restava da grandiosa Ideal foi posto à venda em hasta pública: o recheio, como as máquinas de costura, de corte, de coser e de casear, e os imóveis – o imponente edifício da rua do Arnado, em plena Baixa de Coimbra, agora degradado e consumido por um incêndio, e as instalações de Coselhas, onde, a dada altura, passou a funcionar o setor da fiação. E os trabalhadores esperaram ainda vários anos para receberem a parte possível dos créditos a que tinham direito.

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