Figueirense que mudou de sexo divide a maçonaria portuguesa

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Uma questão jurídica ou ontológica? Emanuel Alves, 37 anos, deu lugar a Ema Sofia Alves, 37 anos. A mudança de sexo (processo em curso) deste munícipe figueirense não implicou “apenas” a alteração de género: há preconceitos e questões de ordem prática a ultrapassar. Alguns desses obstáculos já foram superados. Outros, porém, apresentam um elevado grau de dificuldade.

Emanuel Alves era massagista da Naval, mas deixou de o ser quando decidiu mudar de sexo. Contudo, Ema Sofia continua a exercer a sua profissão, passando de enfermeiro a enfermeira, no Hospital Distrital da Figueira da Foz. Quando era homem, pertencia ainda à loja maçónica Coerência, que abandonou há cerca de um ano, precisamente na altura em que iniciou o processo de mudança de sexo.

A transformação agitou a maçonaria, segundo a revista “sábado”. Entretanto, o DIÁRIO AS BEIRAS apurou que Ema gostaria de regressar à irmandade, mas os estatutos não permitem. “Não entendo como é que uma organização progressista como o Grande Oriente Lusitano (GOL) é tão conservadora”, observa um dos seus elementos, que pediu anonimato. “Progressiva, não progressista”, corrigem os historiadores Pedro Brandão e António Fidalgo.

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