…Nem apoiamos os mercados contra Portugal

Todos os especialistas convergem numa ideia comum: a subida das taxas de juro é geral e não uma atitude dedicada dos mercados apenas para Portugal. O desafio que enfrentamos é de todos e, por isso, todos devemos ser parte da solução, nacional e internacionalmente.

Os que por mera estratégia política, “pírrica”, tentam ainda vender a ideia de culpa de José Sócrates e do Governo, mais cedo ou mais tarde provarão em taça adequada o seu próprio veneno. Esse facto, no entanto, não resolve o problema das pessoas, das famílias ou das empresas, penas precipitará uma punição política e partidária.

O cinismo não é lá grande coisa, nunca foi. E lembro o facto, porque viabilizar um OE 2011 com a abstenção numa mão e a moção de censura na outra dá, para dentro e para fora, direito à ratificação da desconfiança e da ideia de falta de seriedade na negociação.

É exigido, portanto, a todos, um combate comum. Não estão em causa as nossas diferenças, nem tão pouco a sua afirmação, porque o debate político é uma exigência das sociedades democráticas. O que está em causa, como venho dizendo, é confundir oposição ao Governo com oposição ao País.

E como se tudo isto não fosse suficiente, o Presidente da República vem agora colocar-se ao lado dos mercados – contra a opinião de todos os especialistas – dizendo que não vale a pena criticá-los, mas, antes, fazer o trabalho de casa, numa alusão directa a “culpas” do Governo.

Acontece que este Governo e este Primeiro Ministro não fogem às dificuldades e não aconteceu ao Eng. José Sócrates o mesmo que ao então Primeiro Ministro Cavaco Silva que, com maioria absoluta, se foi embora não acabando o mandato e deixando a crise entregue a Fernando Nogueira e os portugueses entregues á sua sorte. Falte de coragem e puro calculismo para a candidatura presidencial….que não apanhou o Povo distraído.

Sei que então, havia centenas de milhares de salários em atraso, bandeiras negras nas ruas, milhares de empresas na falência e o desemprego mais elevado desde o 25 de Abril, tal como um défice excessivo, fortemente.

É esta a diferença, não aceitamos lições do professor de economia que foi incompetente para prever e resolver a crise, nem abandonamos os portugueses à sua sorte, nem apoiamos os mercados contra Portugal.

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